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Sem leilão, dólar fecha em leve alta por exterior

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta quinta-feira, com a moeda diminuindo ganhos apenas perto do fechamento da sessão, em mais um dia sem a atuação do Banco Central. Durante o dia, a moeda refletiu o pessimismo dos mercados internacionais após dados negativos da atividade industrial da China e zona do euro.

DANIELLE FONSECA, REUTERS

22 de março de 2012 | 17h46

O mercado também continua operando na expectativa de mais medidas em relação ao câmbio por parte do governo, após declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e em dúvida sobre quando o Banco Central deve voltar a atuar com leilões de câmbio.

A divisa norte-americana fechou em alta de 0,09 por cento, a 1,8222 real na venda, oscilando entre a mínima de 1,8195 real e a máxima de 1,8326 real.

"O que mais afetou a moeda hoje foi a dinâmica do mercado externo, com do dólar mais forte e uma maior aversão ao risco", disse um analista de mercado, que preferiu não ser identificado.

O dólar também teve variações positivas na comparação com outras moedas, com alta de 0,05 por cento em relação a uma cesta de moedas. Ao mesmo tempo, o euro apresentava queda de 0,16 por cento ante o dólar.

Entre os dados que trouxeram preocupações, estão os da China, que mostraram que o impulso econômico da país desacelerou em março na medida em que a atividade fabril encolheu pelo quinto mês consecutivo, deixando os investidores preocupados com os riscos para o crescimento global.

A economia da zona do euro também registrou uma inesperada piora em março, afetada pela forte queda na atividades industrial da França e da Alemanha, mostraram pesquisas nesta quinta-feira.

Além do cenário externo, no mercado doméstico, o ministro da Fazenda, voltou a afirmar nesta quinta-feira que o governo continuará sua política de intervenções no câmbio e tomará medidas para reduzir os custos financeiros, além de manter a estratégia de redução de juros.

"O real não pode se valorizar, senão as mercadorias brasileiras ficam mais caras...O governo tranquilizou os empresários porque continuaremos a fazer políticas de intervenção no câmbio. Isso é um compromisso do governo", afirmou Mantega após participar de encontro da presidente Dilma Rousseff com empresários no Palácio do Planato.

Para o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, o mercado tem respeitado um patamar do dólar acima de 1,80 real, com expectativa de medidas.

"Não sabemos qual deve ser a estrégia do BC e ainda tem as ações de política econômica, com o governo afirmando que deve defender a indústria", disse.

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