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Sem negociar agricultura não haverá Alca, diz ministro

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse hoje que se agricultura não for prioridade nas negociações internacionais o Brasil não negociará nada na Alca nem na Organização Mundial do Comércio (OMC). ?Ou negociamos tudo, ou não negociamos nada. Ou a agricultura é tratada no mesmo grau de interesse e de intenção dos demais setores da economia, ou não tem Alca, OMC, nem nada?, disse Rodrigues num encontro do setor em Brasília. Segundo o ministro, essa determinação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Os empresários do agronegócio reunidos no encontro estimaram que o ingresso do Brasil na Alca pode garantir uma receita adicional de US$ 8 bilhões em vendas externas de produtos agrícolas. ?O carro-chefe desse crescimento seria a exportação de carnes, algodão e soja?, afirmou o representante da CNA, Gilman Viana Rodrigues. Segundo ele, ao juntar as propostas dos quatro países do Mercosul para a Alca ?o Brasil aceitou a mais conversadora e a pior no que diz respeito às negociações agrícolas.? Ele afirmou que a Argentina colocou o açúcar como produto sensível na proposta para Alca e o Brasil aceitou, mesmo sendo o maior exportador mundial do produto, ter os menores preços no mercado internacional e questionar os subsídios europeus à produção na OMC. ?Está faltando coordenação e estratégia negociadora para uma proposta boa para o País?, disse.O Brasil terá até 15 de junho para finalizar a proposta que será levada à próxima reunião interministerial da OMC, que será em setembro, no México.

Agencia Estado,

05 de maio de 2003 | 18h53

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