Sem notícias, Bovespa volta a operar em baixa

Num dia pobre de notícias de impacto, a bolsa paulista voltou a operar em baixa. O Ibovespa recuava instantes atrás 0,82%, com giro financeiro modesto, de R$ 227 mi, projetando para o encerramento do pregão um número entre R$ 500 mi a R$ 600 mi. Segundo um analista, a bolsa "mostra cansaço, à espera de um estímulo forte que não vem". Nem mesmo a reunião do Copom, na próxima quarta-feira, dia 14, está empolgando muito o mercado. As expectativas em relação ao Copom ficaram mais conservadoras nos últimos dias. A bolsa está descolada de Nova York, mas segue atenta ao Nasdaq, que ameaça com uma queda mais forte, já próxima de 3% neste início de tarde. A avaliação é de que o Banco Central vai esperar uma definição melhor do horizonte de curto prazo da atividade econômica americana para tomar uma decisão sobre a trajetória da taxa Selic. Uma parcela do mercado diz se contentar apenas com um viés de baixa, com o BC sinalizando que antes da reunião do dia 20 de março poderá cortar o juro. A divulgação pela Receita Federal de uma arrecadação recorde de janeiro também não mereceu muita atenção. Em termos reais, a arrecadação cresceu 1,54% em relação a dezembro do ano passado, superando as previsões dos economistas. Os investidores domésticos estão cautelosos também por um motivo técnico: o vencimento dos contratos futuros do Ibovespa na BM&F no dia 14 e o vencimento de opções no dia 19. O vencimento do índice sempre dá margem a especulações e os vendidos têm mostrado mais força do que os comprados. Por isso, não se espera uma recuperação da Bovespa até quarta-feira que vem, quando ainda ocorrerá a eleição no Congresso. Nesse movimento especulativo, os papéis PNA da CRT Celular registravam às 13h59 baixa de 3,61%. Segundo analistas, essa baixa estaria sendo motivada por rumores de que a Telefonica vai fechar o capital da sua controlada no sul. Logo na abertura do pregão, as negociações com ações da Gerasul foram suspensas pela CVM, que exigiu esclarecimentos da empresa sobre notícias publicadas na imprensa de que a sua controladora, Tractebel, estaria se preparando para fazer oferta pública de compra de ações da empresa de energia. Em tempo: a Anatel anunciou a antecipação do leilão da Banda D da telefonia celular do dia 20 para a próxima terça-feira, dia 13.

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