Sem nova oferta, greve nacional na Petrobras começará dia 5

Sindicato dos petroleiros se reúne com a Petrobras nesta quarta para discutir questão do dia do desembarque

Denise Luna, da Reuters,

16 de julho de 2008 | 09h46

Os petroleiros prometem uma greve nacional de cinco dias, com parada de produção, a partir de 5 de agosto se a Petrobras não apresentar até o dia 24 uma nova proposta sobre a participação dos empregados nos lucros da companhia.   Nesta quarta-feira, 16, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, filiado à Federação Única dos Petroleiros, tem reunião marcada com a estatal para discutir o "dia do desembarque", uma luta de mais de 10 anos que visa transformar o dia do desembarque dos funcionários das plataformas em dia de trabalho, e não de folga como é hoje. Com isso, em vez de 14 dias embarcados e 21 de folga, passariam a ser contabilizados 15 e 20 dias respectivamente para efeito do pagamento do salário.   De acordo com o coordenador do sindicato, José Maria Rangel, existe o risco da reunião com a estatal não acontecer nesta tarde, já que está condicionada à liberação de grevistas que ainda estariam embarcados nas plataformas da Bacia de Campos, onde foi iniciada uma greve na segunda-feira com parada de produção. "Estamos condicionando a nossa participação na reunião ao desembarque do pessoal que está em greve", afirmou Rangel à Reuters.   Segundo Rangel, os grevistas estariam ainda em cinco plataformas da empresa na Bacia de Campos, região responsável por 80% da produção nacional, e somente após o desembarque dos mesmos a reunião poderá ocorrer.   A Petrobras nega que esteja mantendo empregados contra a vontade nas plataformas e afirma que o plano de contingência instalado na segunda-feira está funcionando perfeitamente, garantindo cem por cento da produção de cerca de 1,5 milhão de barris diários de petróleo da região, do total de 1,8 milhão produzidos pela empresa no País.   Apesar da ação da Petrobras ter frustrado a parada de produção das unidades da bacia de Campos - que chegou a perder 136 mil barris no primeiro dia de greve - o Sindicato do Norte Fluminense mantém a paralisação até sexta-feira, informou Rangel.

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