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Sem NY e Londres, Bovespa fecha em alta de 0,49%

Volume de negócios é o menor desde a última semana de 2008; no mês, Bolsa acumula alta de 7,46%

Claudia Violante e Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

25 de maio de 2009 | 17h50

Os feriados de Memorial Day nos Estados Unidos e bancário no Reino Unido deixaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) praticamente às moscas nesta segunda-feira, 25. O giro financeiro foi muito fraco, o menor desde a última semana de 2008, entre os feriados de Natal e réveillon, o que mostra o estrago que faz a ausência dos estrangeiros no mercado local. Apesar disso, o pregão foi positivo, sem muito vigor nas altas - embora em dia de volume baixo qualquer movimento tenha força para conduzir os negócios.

 

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A Bovespa terminou o dia em alta de 0,49%, aos 50.816,24 pontos. Na mínima do dia, registrou os 50.558 pontos (-0,02%) e, na máxima, os 50.969 pontos (+0,79%). No mês, registra ganhos de 7,46% e, no ano, de 35,33%, o giro financeiro somou apenas R$ 1,55 bilhão, o menor volume desde 26 de dezembro de 2008.

 

Esta é a última semana de maio, o que significa dizer que, apesar da segunda-feira para lá de morna, a tendência é que muitos investidores voltem ao pregão para proporcionar o que é conhecido como "embelezamento de carteiras". Esse movimento, pautado pela puxada de final de mês para melhorar a performance dos ativos, muitas vezes foi ofuscado em meio à crise financeira, mas, em 2009- à exceção de fevereiro, quando o Ibovespa fechou em queda - tem se mostrado firme, assim como tem acontecido com a recuperação da renda variável.

 

A maioria dos analistas se repete em dizer que a alta da Bovespa foi muito carregada neste início de ano, e isso vai se intercalar com realizações de lucros igualmente firmes, de modo que o desempenho no final de ano deva ficar bem próximo do que já se viu neste mês, ao redor de 51 mil ou 52 mil pontos. Isso, no entanto, não leva em conta o elevado volume de recursos externos que tem entrado no País, e que corroboram a máxima de que "com recursos, não há argumentos", ou seja, o fluxo pode determinar o rumo dos negócios.

 

Mas a perspectiva é de que o pior quadro já ficou para trás e que os indicadores econômicos devem ser melhores daqui para a frente, facilitando a tomada de decisões e as posições no mercado de renda variável. Também beneficiada pela redução da taxa Selic. Para terça-feira, o calendário está mais forte nos Estados Unidos, onde saem, entre outras coisas, os dados de confiança do consumidor e os preços de imóveis S&P/Case Shiller.

 

Nesta segunda, as ações da Petrobras operaram em alta e se descolaram do preço do petróleo no mercado eletrônico no exterior. Fecharam em alta de 0,41%, a R$ 41,37 no caso das ON e de 0,24%, a R$ 32,95 no das PN. O barril de petróleo com vencimento em julho em Nova York operava com queda de 0,75%, a US$ 61,21 às 17h15.

 

Vale citar que até quarta-feira devem ser definidos os nomes dos integrantes da CPI do Senado, que vão investigar a estatal, ruído político que pode ainda fazer algum preço nos papéis, embora os investidores estejam acompanhando à distância.

 

No caso de Vale - a ação PNA registrou alta de 0,62%, a R$ 32,65, e a ON subiu 0,90%, a R$ 38,09 - os investidores iniciam a semana atentos ao desenrolar das negociações do preço do minério de ferro com as siderúrgicas chinesas. Os papéis também podem ser influenciados pela perspectiva de novos cortes de investimentos da mineradora brasileira, além dos cortes anunciados na semana passada, devido à fraca demanda por minério no mercado e pela necessidade de preservar caixa, de acordo com analistas. Os investimentos da Vale para este ano passaram de US$ 14,2 bilhões para US$ 9 bilhões.

 

As siderúrgicas também fecham com ganhos. Gerdau PN subiu 0,84%, a R$ 18,00, Metalúrgica Gerdau apresentou alta de 1,63%, a R$ 23,75; Usiminas PNA +2,05%, a R$ 35,36, e Siderúrgica Nacional ON +1,33%, a R$ 43,40.

 

Nesta segunda, a Fitch Ratings informou que apesar da expectativa de queda dos preços e da produção do minério de ferro e do aço em 2009, a classificação de crédito e a perspectiva de rating das siderúrgicas e mineradoras do Brasil, da China e da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) devem permanecer estável, de acordo a agência Fitch Ratings.

 

Em um relatório intitulado "Ferro e Aço nos Mercados Emergentes: Sobrevivendo ao Declínio", a agência comparou como a queda nos preços do minério de ferro deve afetar as mineradoras e as siderúrgicas, afirmando que as empresas do setor nos países emergentes devem apresentar um desempenho melhor do que o de seus pares nos países desenvolvidos ao enfrentar eventuais dificuldades.

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