Sem o Brasil, setor privado de emergentes rejeita Doha

Enquanto o Brasil se apresenta como o líder dos países emergentes, o setor privado brasileiro se distancia das posições das empresas dos demais países em desenvolvimento. Hoje as entidades que representam as indústrias da África do Sul, Argentina e Índia publicaram uma declaração rejeitando um acordo nas bases em que estava sendo proposto. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) não aderiram à carta, alegando que as posições eram "extremistas".Segundo a declaração, está nas mãos dos países ricos fazer concessões para que haja um acordo. A África do Sul sofre com uma taxa de desemprego de mais de 20%, enquanto o governo argentino conta apenas com o apoio da indústria para se manter no poder. "Temos setores sensíveis, principalmente em termos de empregos", afirmou a declaração, assinada pela União Industrial Argentina, pelo Business Unity South Africa e pela Confederação das Indústrias Indianas. "Nos estão pedindo coisas no setor industrial como pagamento por ofertas pequenas na agricultura", afirmaram.

JAMIL CHADE, Agencia Estado

24 de julho de 2008 | 17h58

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