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Sem obras, País corre o risco de ter o ''''vôo da galinha''''

O Brasil corre o risco de, mais vez, ter o chamado vôo da galinha - expressão usada para designar crescimento econômico de curta duração que, por razões diversas, não se sustenta. Desta vez, o entrave seria a infra-estrutura brasileira, que já sente os efeitos do avanço da atividade econômica e do vigoroso comércio exterior, afirma o professor do Ibmec São Paulo, Roberto Dumas.As rodovias e portos estão no limite da capacidade, o que tem elevado o custo do produto brasileiro no exterior. Entre os consumidores, o aumento da renda promove melhorias no bem-estar da população, que viaja mais e consome mais energia elétrica. Sem a expansão da infra-estrutura, todo esse avanço está ameaçado. "É preciso ter foco. Se quero ganhar um contrato, foco nisso e ganho. No governo também tem de ser assim", conclui Luiz Fernando Santos Reis, do Sinicon.Para Dumas, é preciso acabar com a teoria de que capital privado é algo ruim, pois ele pode salvar o País de uma série de gargalos. Mas, para atrair esse dinheiro, também há a necessidade de criar um ambiente de segurança jurídica e garantir que no próximo governo as regras não vão mudar. "O investimento em infra-estrutura exige um horizonte de, no mínimo, 15 anos. Por isso, a segurança regulatória é tão importante."

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