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Sem Orçamento não há nova política industrial, diz ministro

Segundo Miguel Jorge, que apresentou as medidas para Lula nesta quarta, incentivo fiscal é ponto principal

Luciana Nunes Leal, da Agência Estado,

13 de fevereiro de 2008 | 14h28

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, apresentou nesta quarta-feira, 13, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as linhas gerais da política industrial que pretende aprovar nos próximos meses. O ministro disse, porém, que um dos principais pontos da política, os incentivos fiscais às indústrias, com redução de taxas e impostos, não poderá ser definido sem que o Orçamento da União seja aprovado pelo Congresso. "Sem votação do Orçamento não podemos falar em política industrial. Sem Orçamento, não tem como falar em incentivos", afirmou Miguel Jorge depois da audiência com o presidente, da qual participaram também o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri.Segundo Miguel Jorge, uma nova reunião será marcada para depois da aprovação do Orçamento, quando será possível apresentar uma proposta mais detalhada. Uma das idéias apresentadas hoje ao presidente foi a criação do Complexo Industrial da Saúde (CIS), para promover a articulação entre poder público e setor privado para desenvolver "desde a produção de equipamentos até a fabricação de fármacos", segundo Miguel Jorge.   O ministro explicou que a idéia é evitar que as empresas "façam uma romaria" entre vários ministérios e o BNDES, em busca de estímulo para investimento em determinado setor. "Uma das bases é a coordenação entre os ministérios, para que as iniciativas não fiquem dispersas. O CIS, por exemplo, terá a coordenação do Ministério da Saúde", disse o ministro. A política industrial, informou Miguel Jorge, vai traçar metas de investimentos, produção e geração de emprego. Para entrar em vigor, a nova política industrial depende de aprovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, formado por representantes da indústria e por 13 ministros.

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