Sem pacote, crise vira catástrofe, diz Obama

Presidente diz que é irresponsável demora na votação no Senado

Patrícia Campos Mello, O Estadao de S.Paulo

07 de fevereiro de 2009 | 00h00

O presidente Barack Obama voltou a pressionar o Congresso por uma rápida aprovação do pacote de estímulo à economia, dizendo que o desemprego de 7,6% divulgado na manhã de ontem era uma "notícia devastadora". "É imperdoável e irresponsável que qualquer um de nós se perca em distrações, demora ou politicagem, enquanto dois milhões de americanos estão perdendo o emprego", disse. Obama afirmou que o pacote tem "o tamanho, o alcance e as prioridades corretas", e alertou que "se não agirmos, esta crise se transformará em uma catástrofe".Mas apesar da pressão do presidente, o pacote continuava empacado no Senado ontem. Democratas e republicanos não conseguiram chegar a um acordo sobre como cortar US$ 100 bilhões do pacote que já está em US$ 937 bilhões.Um grupo de senadores dos dois partidos, apelidado de gangue dos 18, estava reunido tentando costurar um acordo para reduzir o tamanho do pacote, de uma forma que seja palatável para os republicanos. Os republicanos acusam o pacote de ter gastos inúteis e programas que não geram emprego no curto prazo, e pressionam para aumentar os cortes de impostos. "Nós queremos uma legislação que estimule a economia", disse o senador republicano John McCain. "Mas queremos estimular a economia, não hipotecar o futuro de nossos filhos e netos com o desperdício de dinheiro que está previsto nesta lei."Os democratas precisam de pelo menos dois votos republicanos para aprovar o pacote no Senado. "Nós fizemos progresso desde ontem (anteontem) à noite e acho que vamos conseguir um acordo", disse o líder da maioria, Harry Reid. Mas admitiu a possibilidade de ter de votar o pacote no domingo. Depois da votação, a versão da Câmara e a versão do Senado vão para conferência, ou seja, senadores e deputados vão se reunir para discutir a versão final da lei.

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