Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Há 3 meses sem reajuste, defasagem da gasolina chega a 19% e a do diesel, a 15%, diz Abicom

De acordo com a entidade, Petrobras teria que aumentar os dois combustíveis em R$ 0,89 por litro para alinhar os preços com o mercado internacional

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2022 | 12h04

RIO - Os cenários das defasagens, tanto para gasolina quanto para o diesel, se afastaram muito da paridade, o que inviabiliza as operações de importação, afirma a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Nesta sexta-feira, 10, a defasagem média da gasolina era de 19% e do diesel, 15%, segundo a entidade. Os combustíveis estão, respectivamente, há 90 meses e 31 dias congelados.

De acordo com a Abicom, se a Petrobras quiser alinhar os preços em relação aos praticados no Golfo do México, referência para a importação, teria que aumentar os dois combustíveis em R$ 0,89 por litro.

Na Bahia, onde funciona a primeira refinaria de grande porte privatizada do País, a Refinaria de Mataripe, a defasagem é menor: 9% na gasolina e 8% no diesel.

O preço dos combustíveis já derrubou três presidentes da Petrobras, estatal de economia mista controlada pela União. Com regras de governança rígidas após a Operação Lava Jato, o governo não pode interferir nos preços da empresa como gostaria, para segurar a inflação.

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