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Sem recursos, País não concretizará seu potencial

O Brasil já provou seu grande potencial para se transformar num “celeiro do mundo”, garantindo alimentação da própria população e de boa parte do Planeta nos próximos anos. Para que isso se concretize, porém, são necessários mais investimentos. Esta foi a ideia central defendida pelos participantes do primeiro painel “Brasil, celeiro do mundo”, no Summit Agronegócio.

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2015 | 16h01

“São necessários muito mais investimentos do que estamos fazendo hoje, inclusive externos”, disse o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic. Para ele, é necessário que o governo apoie o setor. “Sabemos que os investimentos públicos não estão fáceis, mas deve-se tentar manter o nível atual.”

O presidente da Bunge no Brasil, Raul Padilla, afirmou que o auxílio dos órgãos públicos pode ser feito desburocratizando operações para a iniciativa privada. Ele citou que os investimentos recentes em portos vieram, em sua maioria, de empresas. Padilla enumerou os recursos naturais do Brasil, de localização geográfica e de clima que o favorecem na produção de alimentos, mas disse que o País precisa de uma logística melhor, “para administrar esta fantástica produção”. Como exemplo, citou a necessidade de uma rodovia “transitável”, que estimule mais ainda as exportações via Arco Norte.

Já o professor e ex-diretor da Esalq/USP José Vicente Caixeta Filho disse que é preciso definir melhor o papel dos agentes públicos nesses investimentos. “O setor público precisa ser regulador ou formulador de projetos, só que este papel não está bem definido, o que causa incertezas”, afirmou. Para ele, o impulsionador desses projetos deve ser o setor privado. Como exemplo, citou os portos do Arco Norte. “Agora não temos mais como grande preocupação a dependência de portos do Sul e do Sudeste para escoar grãos.” Do lado do produtor, Bojanic, da FAO, recomendou atenção ao cenário econômico global, principalmente em relação à China. “O Banco Mundial e o FMI preveem que ainda teremos crescimento moderado. A recuperação está devagar”, disse.

Em vídeo, o economista-chefe da Bolsa de Chicago (CME Group), Blu Putnam, alertou sobre as consequências dos eventos climáticos. “Após um forte El Niño, com chuvas em excesso, o mundo pode ter uma La Niña muito forte, com o efeito oposto”, destacou, advertindo sobre o risco de grandes oscilações nos preços das commodities nos próximos anos. / C.T. e R.O.

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