Sérgio Castro/Estadão
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'Sem reforma da Previdência muito boa, PEC do teto será insustentável', diz Arminio Fraga

Ex-presidente do Banco Central mostrou confiança nas medidas que têm sido adotadas no governo do presidente Michel Temer

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 14h00

RIO - A proposta de emenda constitucional (PEC) que define um teto para o crescimento dos gastos públicos será insustentável sem uma reforma da Previdência "muito boa", afirmou há pouco o sócio da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central (BC), Arminio Fraga. Para o economista, a chance de aprovação de mudanças na Previdência, após a confirmação da PEC do teto, é "razoável".

"Se não for feita uma reforma da Previdência muito boa, essa PEC será insustentável. Será como jogar uma granada numa panela de pipoca", afirmou Arminio, em palestra no segundo dia da Rio Oil & Gas.

Arminio demonstrou confiança nas medidas que tem sido adotadas pelo governo Michel Temer e na capacidade de o presidente aprová-las. Segundo o ex-presidente do BC, Temer merece crédito por ter rompido com as políticas "populistas" do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

"Temer continua fugindo do padrão histórico de político hábil e está tomando riscos", disse Arminio, referindo-se à proposição de medidas politicamente difíceis. "É melhor ter o risco de dar certo do que a certeza de que vai dar errado", completou o economista.

Ainda assim, para Arminio, até a próxima eleição, "vamos viver em modo de sobrevivência", pois o Brasil "precisa eleger um presidente que entenda" os desafios da economia e tenha o mandato para fazer reformas. "Mas é melhor modo de sobrevivência que seguir rumo ao colapso", resumiu Arminio.

Banco Central. Segundo Fraga, a política monetária está "muito bem". "Vejo a política monetária muito bem, focando como sempre em trazer a inflação para a meta com uma estratégia bem definida. A mudança é grande no que está sendo proposto e votado na área fiscal. O Brasil precisa de um reforço importante na área fiscal", afirmou o economista.

Segundo Arminio, esse reforço na área fiscal é necessário tanto para o País sobreviver quanto para "jogar no ataque, criar condições para lá na frente ter um juro mais baixo, acabar com aquela esquizofrenia do passado, em que outras áreas do governo tentavam desfazer o que o BC fazia e, com isso, produzia o juro mais alto do planeta".

O ex-presidente do BC reforçou sua confiança na aprovação de uma reforma na Previdência, após a aprovação do limite no crescimento dos gastos. "Pode ser mais difícil, mas a sociedade já entendeu que o Brasil quebrar é pior para todo mundo. É uma questão objetiva. O que vai ajudar a reduzir o desemprego e criar confiança para o País voltar a investir? Abordar por essas questões, que passa por esse passo certamente difícil, mas acho possível", afirmou o economista.

Arminio também acredita que pode haver elevação na carga tributária no futuro, o que funcionaria como uma estratégia para acelerar o ritmo da consolidação fiscal, facilitando o processo de queda nos juros. 

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