Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Sem surpresas com Copom e Fed, Bovespa bate novo recorde

A Bolsa de Valores de São Paulofechou em alta nesta quinta-feira e bateu novo recorde, cominvestidores mais tranquilos passada a reunião do Comitê dePolítica Monetária (Copom) e as declarações do chairman dobanco central norte-americano (Fed). O principal indicador da bolsa paulista fechou em alta de0,99 por cento, a 58.124 pontos. Em Nova York, o Dow Jonesavançou 0,59 por cento, fechando a 14 mil pontos pela primeiravez. "O fato de o crescimento (no Brasil) estar acelerando maisimpulsionado pelo segmento doméstico é bastante encorajador, àmedida que sugere que o padrão de crescimento é maissustentável e menos exposto a riscos globais", escreveu oSantander Investment em relatório no qual elevou a previsão deexpansão da economia brasileira este ano a 4,8 por cento e a dereservas internacionais a 185 bilhões de dólares. "Essas mudanças macroeconômicas devem dar forte sustentaçãopara as ações brasileiras", complementou. O mercado também reagiu positivamente à indicação do Copomde que pode reduzir o vigor dos cortes na próxima reunião docolegiado, após corte de 0,50 ponto percentual na Selic naquarta-feira. Embora juros menores sejam positivos para omercado acionário, os investidores viram com bons olhos o sinaldo Banco Central de que não será leniente com a inflação. "(A divisão do Copom) trouxe para o mercado a confiança que(o BC) precisava resgatar", explicou Miguel Daoud, diretor daGlobal Financial Advisor, referindo-se ao ruído gerado pelameta de inflação declarada e perseguida. Nos Estados Unidos, o segundo dia de depoimentos dochairman do Fed, Ben Bernanke, ao Congresso e a ata da últimareunião do banco central norte-americano não causaramsobressaltos adicionais aos da véspera, quando o Fed reduziu aperspectiva de crescimento da maior economia do mundo. O que chamou a atenção foi a declaração de Bernanke de queas perdas com o crédito imobiliário de risco podem atingir 100bilhões de dólares. Isso abateu ações de instituiçõesfinanceiras, como as do Citigroup . TAM CAI POR 2o DIA O volume financeiro da Bovespa ficou em 4,4 bilhões dereais. O destaque negativo ficou mais uma vez com as ações daTAM, que perderam 6,3 por cento, com o terceiro maior giro dabolsa paulista. Na véspera, os papéis da maior companhia aéreado país já haviam recuado 9 por cento, reagindo ao maioracidente aéreo do Brasil ocorrido na noite de terça-feira,envolvendo um Airbus A320 da TAM. Em meio à desconfiança com a segurança do sistema aéreonacional, as ações da Gol também tiveram forte baixa, com perdade 4,04 por cento no dia. Na ponta oposta, a maior alta do pregão foi registradapelas ações preferenciais da Brasil Telecom operadora, de 5,15por cento. Os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef assinaramacordo de aquisição, por 515 milhões de dólares, dos 38 porcento que a Telecom Italia detém na Solpart, empresacontroladora da Brasil Telecom Participações. Já a terceira maior baixa do índice Bovespa foi Banco doBrasil, depois da notícia de que o fundo de pensão Previ e oBNDESPar pretendem realizar até o final do ano oferta públicasecundária de ações do BB. É comum o mercado pressionar acotação do papel antes desse tipo de oferta, para comprar maisbarato na operação.

JULIANA SIQUEIRA, REUTERS

19 de julho de 2007 | 18h07

Tudo o que sabemos sobre:
MANCHETESBOVESPAFECHA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.