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Sem tendência, Bovespa fecha com perda de 0,10%; Dólar cai

O dia foi fraco para os negócios, com volume financeiro reduzido e indicador de lado. Isso porque o pregão foi de ajustes de fim de trimestre para fundos domésticos e de término de ano fiscal para alguns estrangeiros. O dólar encerrou em queda pelo quarto dia consecutivo. Por especificidades de calendário, contudo, a queda perdeu ritmo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou com desvalorização de 0,10%, aos 36.449 pontos. Com este resultado, o indicador apresenta alta de 0,60% em setembro. Nesta sexta-feira, o índice oscilou entre a mínima de -0,62% e a máxima de +0,23%. O volume negociado ficou em R$ 1,79 bilhão. A pouca movimentação na Bovespa refletiu a cautela dos investidores neste último pregão antes das eleições presidenciais de domingo. O mercado externo também exerceu influência sobre a Bolsa paulista: os principais índices das Bolsas de Nova York encerraram em queda, ajudando a Bovespa a se definir para o lado negativo, ao invés do positivo.DólarNo mercado interbancário, o dólar comercial encerrou em baixa de 0,05%, cotado a R$ 2,171, após oscilar entre a mínima de R$ 2,166 e a máxima de R$ 2,185. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista registrou desvalorização de 0,21%, fechando a R$ 2,169.O mercado de câmbio apresentou seu movimento típico de fim de mês: os investidores jogaram todas as suas fichas em busca da ptax (taxa média de câmbio) que mais lhes convém na rolagem de contratos futuros. Mas houve duas diferenças importantes interferindo também na definição das cotações.A primeira é que neste mês de setembro o jogo pela ptax foi maximizado pela decisão do Banco Central de liquidar cerca de metade do vencimento de contratos de swap cambial reverso do próximo dia 2, que totaliza US$ 1,6 bilhão. E a liquidação será feita pela ptax de hoje, a exemplo do que ocorrerá com os contratos futuros. Ainda outro fator mereceu destaque: esta sexta é o último dia útil que antecede as eleições presidenciais. E os especialistas dividem opiniões na hora de apontar qual desses dois elementos interferiu mais no comportamento habitual do mercado de câmbio e na definição dos preços do dólar. Com tudo isso, nesta sexta o cenário externo ficou somente como pano de fundo dos negócios e não foi determinante para a trajetória das cotações. Até porque, apesar de a agenda norte-americana exibir dados de relevância, não houve surpresas capazes de deslocar a atenção dos investidores lá para fora.

Agencia Estado,

29 de setembro de 2006 | 17h52

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