Semana de poucos negócios no mercado

Uma semana de poucos negócios. Essa é a expectativa dos investidores em relação ao cenário para o mercado financeiro nessa semana. Hoje é feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos e, na quinta-feira, é a vez do mercado brasileiro interromper seus negócios em função do Dia da Independência. Vale destacar que esse feriado nos EUA marca a volta das férias. As expectativas são de um aumento do volume de negócios no mercado norte-americano já nessa semana. O Brasil pode ser beneficiado por isso, mas ainda deve levar alguns dias. Hoje a cotação do dólar deve apresentar poucas oscilações. Na abertura dos negócios , a moeda norte-americana era vendida a R$ 1,8250 na ponta de venda e há pouco era negociada a R$ 1,8260 - uma alta de 0,05% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a expectativa é de que ela opera em alta. Porém, mesmo com o bom desempenho da economia brasileira, o volume de negócios ainda é muito baixo para que a Bolsa demonstre um resultado, de fato, surpreendente. Há pouco registrava alta de 0,39%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,060% ao ano no início da manhã, frente a 17,020% ao ano registrados na sexta-feira. Mercado aguarda novos números de inflaçãoA notícia mais importante da semana, que será divulgada na quarta-feira, é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de agosto, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à Universidade de São Paulo. Analistas esperam um número entre 1,40% e 1,60%. Em julho, o Índice ficou em 1,4% e, no resultado da terceira quadrissemana, estava em 1,8%. Para setembro, a expectativa é de um forte recuo do Índice, caindo para o patamar de 0,5%. A inflação passou a ser o foco das atenções do mercado financeiro. Isso porque, para que a política de redução das taxas de juros continue sendo praticada pelo Banco Central (BC), é preciso que os índices inflacionários voltem para patamares mais baixos, garantindo o cumprimento da meta anual de inflação - de 6%, com espaço de dois pontos porcentuais de alta ou queda.

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