Semana será decisiva para negociações entre Argentina e FMI

A partir da próxima quarta-feira, a Argentina terá 30 dias para conseguir um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que livre o país de uma nova moratória, desta vez com os organismos multilaterais de crédito. No dia 9 vencerá uma parcela de US$ 250 milhões ao Banco Mundial, mas o país terá um prazo adicional e regimental de 30 dias para quitar a dívida. Em 15 de outubro vencem outros US$ 805 milhões de dólares. O vice-chefe de Gabinete, Eduardo Amadeo, reiterou que o governo não usará as reservas para o pagamento destes compromissos.Esta semana poderá ser decisiva para a Argentina, já que se encontra em Washington, desde a semana passada, uma equipe negociadora do Ministério de Economia e o presidente do Banco Central, Aldo Pignanelli. Pretende-se concluir hoje e amanhã as negociações no que diz respeito à política monetária e começar a discutir a questão fiscal das províncias.O FMI quer que o governo atualize as tarifas públicas que, na avaliação dos técnicos, estariam ocultando a inflação. O ministro de Economia, Roberto Lavagna, no entanto, não considera que as tarifas tenham influência predominante sobre o índice de preços ao consumidor. À Agência Estado, Roberto Lavagna afirmou que este argumento, de que com o reajuste tarifário desataria o bicho da inflação, "não tem sustentação porque influencia somente cerca de 4% sobre os cálculos da inflação". As tarifas públicas estão congeladas desde o final do ano passado. Outro pedido do FMI diz respeito à adoção de um esquema de liberalização do mercado cambial e um cronograma de abertura total do "corralito".

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