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Semana tem Copom, mas mercado continua com a cabeça na Copa

Analistas avaliam qual será o impacto do resultado da disputa no humor dos brasileiros e os reflexos na candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição

Economia & Negócios

14 de julho de 2014 | 10h29

SÃO PAULO - A Copa acabou, mas esta semana tem Copom, a tradicional reunião do Comitê do Banco Central que avalia os juros básicos e discute ajustes para controlar a inflação.

A reunião começa na terça, 15, e termina da quarta, com o anúncio da decisão após o fechamento do mercado. A expectativa dos analistas é de que os juros atuais devem ser mantidos com a taxa básica em 11%. 

A inflação acumulada em 12 meses já chegou a 6,52%, acima do teto máximo da meta do Banco Central, que é de 6,5%. Mas, após nove altas de juros seguidas, os especialistas acreditam que o Banco Central vai aguardar para avaliar os efeitos da política monetária adotada nos últimos meses.

Enquanto aguarda pela agenda da semana, o mercado financeiro continua ansioso para saber os impactos da Copa no humor do brasileiro e se a decepção do torcedor com a performance da seleção brasileira pode prejudicar Dilma na eleição.

O pessimismo com a economia volta a ocupar espaço e o ritmo fraco da atividade deverá ser reforçado ao longo da semana.

Os dados do mercado doméstico de inflação e atividade, que saem ao longo da semana, devem reforçar o cenário de preços mais comportados em base mensal e ritmo econômico Lento. 

Na ressaca da Copa, as atenções dos investidores se voltam para o campo político, e os impactos na Copa do Mundo na corrida presidencial, e também para o exterior, onde a agenda de indicadores é relevante, com forças para mexer no comportamento do dólar e dos bônus internacionais.

Entre os destaques da semana estão os números sobre produção industrial e vendas no varejo em junho na China, além do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre deste ano. Os dados serão divulgados na noite de terça-feira e devem agitar os mercados financeiros no dia seguinte. 

Na 6ª Cúpula do BRICS, a partir de hoje em Brasília, chefes de Estado dos países do grupo, além de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais discutem a criação de um banco e a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Com informações da Agência Estado

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