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Semana tem decisão sobre juros e rolagem de títulos cambiais

O vencimento de novo lote de títulos públicos cambiais no valor de U$ 2,4 bilhões, na quarta-feira, e a definição da taxa básica de juros no término da reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom), também na quarta, são os dois principais eventos para o mercado financeiro esta semana.A concentração de vencimento de títulos cambiais, corrigidos pela variação do dólar, nestas últimas semanas do ano é um fator de pressão sobre as cotações da moeda norte-americana, que, do ponto de vista da incerteza política, perdeu o ímpeto de alta com a definição da eleição presidencial e o processo de transição política sem sobressaltos para o próximo governo.A pressão sobre o dólar, por causa do vencimento da quarta-feira, teve início na semana passada e deverá estender-se até terça-feira. A menos que o BC seja bem-sucedido na substituição do restante dos papéis cambiais em vencimento por novos pela oferta, nesta segunda-feira de até 16.200 contratos de swap cambial (com cláusula de troca de indexador), no valor de aproximadamente US$ 750 milhões, para três vencimentos distintos.Na sexta-feira, no primeiro leilão para a substituição dos títulos deste vencimento, o BC conseguiu fazer a rolagem de 44,1% do total de US$ 2,4 bilhões que vencem na quarta-feira, embora tenha bancado juros bastante elevados aos bancos. Nos contratos mais curtos, que vencem em 18 de dezembro, o BC não informou a taxa, mas o mercado prevê que tenha chegado a 50% ao ano.O processo de troca de títulos cambiais tem sido um duelo entre BC e bancos. O interesse do BC é fazer a substituição integral dos papéis em vencimento, bancando a menor taxa de juros e esticando ao máximo o prazo de vencimento. A opção à rolagem, se os juros exigidos pelos bancos forem considerados exagerados, é o resgate, quando o acerto é feito pela cotação média do dólar, calculada pelo BC no dia anterior ao do vencimento.Daí por que os bancos têm interesse em puxar a cotação no câmbio nos dias que antecedem o vencimento. Quanto mais elevado estiver o preço do dólar, mais reais os bancos receberão no resgate dos títulos atrelados à variação cambial.A valorização do dólar, que incrementa as exportações e assegura saldo positivo na balança comercial superior a US$ 10 bilhões no ano, é indesejável também porque pressiona a inflação. Os sinais de retomada da inflação, que passa cada vez mais do atacado para o varejo, nos preços ao consumidor, reforça as expectativas sobre a possível decisão do Copom em relação aos juros na quarta-feira, com o mercado dividido entre os que apostam na alta e os que preveêm a manutenção da taxa básica de juros em 21% ao ano.

Agencia Estado,

17 de novembro de 2002 | 23h09

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