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Semelhanças entre Brasil e EUA se encerram nos portos

Brasil e Estados Unidos, os principais produtores de grãos do mundo, têm um ritmo bastante semelhante quando se trata de exportação da safra agrícola. O pico do volume de embarques nos EUA se concentra entre outubro e fevereiro, meses que se seguem à colheita. Ali, nos últimos três anos, o maior volume mensal exportado foi de pouco mais de 8 milhões de toneladas, em novembro de 2012. No Brasil, o maior nível também ficou em 8 milhões de toneladas, escoados em maio de 2013. "Vê-se que ambos os países possuem semelhanças não só na sazonalidade, mas também nos volumes embarcados por mês", comenta a analista Natália Orlovicin, da INTL FCStone, consultoria de gerenciamento de risco com foco em commodities.

O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2014 | 02h15

AINTL FCStone divulgou, recentemente, um estudo para avaliar a eficiência logística de ambos os países. E viu que, no caso do Brasil, o principal problema não está nos portos. "Apesar da evidente necessidade de melhorias estruturais, eles são capazes de exportar volumes mensais de soja muito semelhantes aos dos EUA", diz Natália. Assim, o que diferencia os dois países são as condições de transporte da soja antes do porto, além do sistema de armazenagem, ponto nevrálgico no Brasil. Segundo o estudo, em Iowa, principal Estado produtor de soja dos EUA, a maior parte dos agricultores possui silos na propriedade, o que raramente ocorre no Brasil. Com isso, os produtores brasileiros ficam dependentes de armazenagem de terceiros (também insuficiente), causando um custo adicional, ficando, com isso, forçados a escoar a produção logo após a colheita, causando pressões sobre o sistema como um todo."

Outra diferença marcante é que, no Brasil, "optou -se" pelo modal rodoviário, que não é o mais indicado, devido às grandes distâncias percorridas. Nos EUA, o escoamento se dá principalmente por hidrovias e ferrovias, mais baratos. "Com tais deficiências, é natural que os compradores internacionais, em especial a China, tenham receio quanto ao cumprimento dos prazos de entrega do produto brasileiro. Há gargalos que precisam ser resolvidos em todas as cadeias associadas à logística, para assim aumentar a competitividade da soja brasileira no mercado externo." / T.R., ESPECIAL PARA O ESTADO

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