Seminário discute urgência da lei do Gás no Brasil

A urgência na aprovação da lei do Gás no Brasil gerou polêmica nesta segunda-feira no seminário "Mercado de Gás Natural", que acontece no Rio de Janeiro e reúne os principais especialistas do governo. A despeito da ausência do senador Rodolpho Tourinho - autor do projeto de lei que está em tramitação e se contrapõe à proposta do governo - a discussão se baseou na necessidade de aprovar a lei, principalmente após a crise na Bolívia."É a única chance que o Brasil tem de atrair novos investidores e, com um marco regulatório bastante preciso, ocupar o nicho deixado pela própria Bolívia na carteira de investimentos de inúmeras empresas internacionais, como a BG ou a Repsol, que decidiram não colocar mais um tostão naquele país. É a hora de o Brasil aumentar o número de rodadas da ANP e aproveitar a maré", comentou o diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), Adriano Pires.Edmar de Almeida, professor da UFRJ, pondera que o Brasil pode cometer um grave erro de aprovar uma lei sem que ela tenha sido discutida amplamente sob todos os aspectos, tanto para o curto quanto para o longo prazo, apenas para dar uma resposta rápida à crise gerada a partir da Bolívia. "Não vejo em que a aprovação desta lei no momento poderia beneficiar o País, alterar os cenários de risco de desabastecimento ou de alta de preços do gás boliviano. É preciso que se discuta muito bem, para não sentirmos os efeitos lá na frente de uma lei aprovada às pressas", defendeu o professor.

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