Sempre haverá restrição entre países, diz embaixador argentino

O embaixador da Argentina no Brasil, Juan Pablo Lohlé, minimizou hoje as críticas em relação às barreiras burocráticas impostas pelo país vizinho nas exportações de produtos têxteis brasileiros. Segundo ele, "sempre teremos restrições e todas as parcerias têm negociações". Lohlé lembrou o alto nível de confiança existente entre os dois países e citou o acordo firmado há dez anos que permite que o controle nuclear do Brasil seja feito por argentinos e vice-versa. "Este é um acordo muito mais importante do que o setor têxtil e demonstra o nível de confiança entre os dois países", afirmou. Citou também os últimos acordos assinados entre os presidentes do Brasil e Argentina que prevêem as integrações energética, rodoviária e ferroviária. Esta última, com um projeto de instalação de uma ferrovia ligando o Porto de Santos (SP), passando pela Argentina, Bolívia e chegando até o porto de Antofagasta, no Chile. Trata-se de uma conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico. No que se refere à formação da Alca, o embaixador argentino disse acreditar que os países signatários não conseguirão chegar a um "acordo ótimo, mas razoável". Lohlé reitera que as dificuldades para a formação do bloco permanecem nas transações de todos os produtos derivados do setor primário e na insistência de países, como os Estados Unidos, na abertura dos mercados para serviços e compras governamentais. No entanto, de acordo com o diplomata, para que os benefícios sejam administrados tem que haver reciprocidade.

Agencia Estado,

30 Março 2004 | 15h08

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