Senado americano limita subsídio à agricultura

O Senado norte-americano aprovou um limite para o pagamento de subsídios aos produtores agrícolas, de US$ 275.000 por fazenda, por ano, ameaçando o futuro de uma Farm Bill (lei agrícola) democrata. De acordo com regras vigentes, os produtores de grãos, algodão e soja podem receber um volume ilimitado de subsídios, além dos US$ 80.000 em pagamentos anuais fixos, que fazem parte de um programa em separado. Democratas sulistas que tentavam proteger os subsídios a grandes companhias de algodão e arroz ameaçaram abandonar a Farm bill se o limite aos subsídios fosse aprovado. No entanto, por 66 votos contra 31, o Senado aprovou o limite. O senador Zell Miller, democrata da Geórgia, disse que o limite de subsídio é uma "pílula venenosa". Já o senador Thad Cochran, republicano de Minnessota, advertiu que a medida seria "catastrófica para os interesses dos produtores do Sul". Ao mesmo tempo, senadores a favor da medida, como o senador Charles Grassley, republicano de Iowa, e o senador Byron Dorgan, democrata da Dakota do Norte, argumentaram que os grandes pagamentos do governo estavam elevando os preços da terra e permitindo que os grandes produtores acabassem com os negócios dos menores. "Nós não tempos recursos para todos, então vamos ter o melhor suporte de preço que podemos, de baixo para cima", disse Dorgan. Pela emenda aprovada hoje, as fazendas não podem receber mais do que US$ 150.000 cada, no programa que garante um preço mínimo às safras. Com os limites estabelecidos para outros programas, o limite total de pagamento será de US$ 275.000 por fazenda. A medida também restringe as regras que permitem que proprietários ausentes façam parte do programa de subsídios, e corta os pagamentos àqueles cuja renda exceda US$ 2,5 milhões ao ano. A medida corta os gastos do governo com produtores em cerca de US$ 1,3 bilhão nos próximos 10 anos, ou US$ 130 milhões anualmente, enquanto sugere que a verba seja direcionada à rotulagem de alimentos, a pesquisas agrícolas e outros programas. Segundo nota da agência Dow Jones, o presidente norte-americano George W. Bush ainda não tomou uma posição sobre a decisão do Senado, apesar de autoridades terem argumentando anteriormente que os programas existentes beneficiam erroneamente os grandes produtores e incentivam uma superprodução.

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