Senado americano pode fechar acordo nesta noite para evitar abismo fiscal

O presidente Obama implorou ao Congresso que chegue a um acordo nas próximas 48 horas a fim de evitar alta de impostos e corte de benefícios

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

30 de dezembro de 2012 | 17h37

 O Senado americano pode votar um acordo ainda neste domingo para evitar o chamado abismo fiscal - pacote que entrará em vigor na próxima terça-feira, dia 1º, com aumento expressivo de impostos e corte de benefícios. A imprensa americana especula que a votação pode ocorrer hoje por volta das 18h30 (21h30 no horário de Brasília), o que seria um acontecimento histórico para os Estados Unidos.

O site oficial do Senado informa que uma sessão estava marcada para começar às 13h (16h de Brasília) deste domingo. O site do jornal The Wall Street Journal noticia que os líderes do Senado devem se reunir com seus colegas de partido a partir das 15h (18h de Brasília) para discutir as propostas para evitar o abismo fiscal. O senador democrata Harry Reid, líder da maioria no senado, e o líder republicano Mitch McConnell são os dois principais negociadores.

O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, disse neste domingo à rede de televisão CNN que um acordo para evitar o abismo fiscal é possível, mas que pouco vai ajudar a resolver o problema do enorme déficit público americano.

Apelo

O presidente Barack Obama implorou ao Congresso que chegue a um acordo nas próximas 48 horas  a fim de evitar o abismo fiscal. Em comentários gravados para transmissão no programa da NBC "Meet the Press", Obama acusou os republicanos de bloquear as iniciativas que impediriam o aumento de impostos para a maioria dos norte-americanos, o que deve prejudicar ainda mais a fraca economia do país.

"Nós temos conversado com os republicanos desde as eleições", disse o presidente americano. "Ontem (sexta-feira) eu tive outra reunião com a liderança do partido e sugeri que, se eles não podem fazer um pacote completo de redução do déficit fiscal, indiquem pelo menos uma maneira de evitar o aumento de impostos e garantir os empregos", declarou.

Obama revelou no comentário gravado para a rede de TV americana que estava um pouco otimista ontem, mas ainda não havia conseguido um acordo. "E agora a pressão está no Congresso para produzir", destacou Obama.

Caso o Congresso não chegue a um acordo até a meia-noite de segunda-feira, um amplo conjunto de aumentos de impostos e cortes de gastos federais será automaticamente imposto no dia 1º de janeiro, afetando praticamente todos os contribuintes e programa de governo.

Obama alertou ainda que os mercados financeiros serão afetados negativamente se os parlamentares dos Estados Unidos não conseguirem fechar um acordo sobre o abismo fiscal.

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