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Senado aprova Aldo Mendes para ocupar diretoria do BC

O plenário do Senado aprovou no final da tarde a indicação de Aldo Mendes para ocupar o cargo de diretor de Política Monetária do Banco Central. O placar foi de 41 votos a favor e 11 contra. Mais cedo, o nome de Mendes foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), também em placar folgado. Dos 26 senadores votantes na comissão, 23 confirmaram a indicação. Uma vez sancionada a mensagem pelo presidente Lula, Mendes já pode assumir o cargo em substituição a Mario Torós.

CAROL PIRES, Agencia Estado

24 de novembro de 2009 | 17h50

Durante a sabatina na CAE, esta manhã, Aldo Mendes defendeu a autonomia formal do Banco Central "para o perfeito funcionamento da política de metas de inflação". Para ele, a experiência dos últimos anos comprova que o BC deve dispor de autonomia operacional de fato, para calibrar com eficiência os instrumentos de política monetária baseados em critérios estritamente técnicos.

Ele destacou ainda, em sua exposição, que a política econômica adotada pelo Brasil nos últimos anos, "coroada de sucesso", repousa em três pilares fundamentais e indissociáveis: a responsabilidade fiscal, o regime de metas de inflação e a manutenção do câmbio flutuante.

A sabatina de Mendes durou cerca de duas horas e seguiu sem sobressaltos. O ponto alto da reunião foi o questionamento dos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Heráclito Fortes (DEM-PI) sobre denúncia de que o Banco do Brasil teria autorizado a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) a emprestar recursos para a cooperativa habitacional dos bancários (Bancoop) para a construção de prédios residenciais que não foram entregues. O caso está sob investigação do Ministério Público de São Paulo. Mendes, porém, disse desconhecer a operação e o assunto não foi levado adiante pelos senadores.

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