Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Senado aprova indicação de João Accioly para a diretoria da CVM, indicado por Guedes

A votação não estava na pauta e era prevista para amanhã, mas o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, antecipou e colocou a indicação do advogado em votação. Os senadores deram aval ao nome de Accioly por 39 votos a 3

Guilherme Pimenta, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2022 | 18h54

BRASÍLIA - O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira, 10, o indicado do ministro da Economia, Paulo Guedes, à diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A votação não estava na pauta e era prevista para amanhã, mas o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, antecipou e colocou em votação a indicação do advogado João Accioly para o cargo no órgão regulador do mercado de capitais. Os senadores deram aval a seu nome hoje por 39 votos a 3.

Conforme informou o Broadcast mais cedo, a maior resistência no Senado em relação ao indicado de Guedes era da bancada do Amazonas, que estava em conflito com o Ministério da Economia por conta dos impactos da redução do IPI na Zona Franca de Manaus. Mas a pasta recebeu sinalizações de que o nome de seu indicado passaria pelo Senado esta semana.

O advogado João Accioly foi o único indicado à CVM que não teve o nome aprovado no último esforço concentrado do Senado, no início de abril. Na ocasião, os parlamentares aprovaram o nome de João Pedro Barroso do Nascimento para a presidência do órgão regulador do mercado de capitais. Seu nome, no entanto, era defendido diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro.

Accioly, além de advogado, é mestre em Economia e membro de comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre mercado de capitais e direito societário. Ele foi Secretário do Desenvolvimento da Indústria Comércio e Inovação do Ministério da Economia e, desde abril deste ano, é Diretor de Análises Econômicas da pasta. Ele também é cofundador do Instituto Millenium.

Membros da CVM disseram ao Broadcast que a situação de Acciolly era vista com preocupação. Isso porque, caso ele não fosse aprovado pelo Senado, dificilmente haveria tempo para que outro nome fosse indicado e aprovado pelo parlamento dado o calendário eleitoral. Assim, a diretoria da autarquia poderia ficar com uma cadeira vaga até 2023, com acúmulo de processos no órgão. O órgão máximo da CVM é composto por quatro diretores e pelo presidente. (Colaboraram Thaís Barcellos e Lorenna Rodrigues)

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