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Senado argentino abre debate sobre projeto do governo que expropria YPF

Senadores também votarão nesta quarta-feira, 25, a expropriação da unidade de gás da Repsol, a YPF Gas

Marina Guimarães, correspondente,

25 de abril de 2012 | 12h19

O Senado argentino deu início à sessão que vai debater e votar o projeto de lei do Executivo para expropriar 51% da participação acionista da espanhola Repsol na petrolífera YPF. Os senadores também votarão hoje a expropriação da unidade de gás da Repsol, a YPF Gas. As ações expropriadas serão divididas entre a Administração Federal e as províncias produtoras de petróleo e gás.

O líder da bancada governista, Miguel Pichetto (Frente pela Vitória- FPV/ Rio Negro) solicitou ao presidente do Senado, Amado Boudou, que ocupa o cargo por ser vice-presidente da República, a elaboração de uma lista de oradores com um limite máximo de dez minutos para cada senador.

Pichetto também pediu que a presidência da Casa marque um horário para a votação a fim de evitar um árduo debate sobre o projeto, que já conta com apoio da maioria dos senadores. Apesar do pedido, as estimativas são de que os debates deverão se estender ao longo do dia e a votação ocorrerá somente à noite.

Dos 72 senadores, o governo deve contar com 60 votos, sem dificuldades para aprovação da matéria. Porém, o líder da opositora bancada da União Cívica Radical (UCR), Luis Naidenoff, afirmou que seu partido apoia o projeto, mas tem críticas à política energética do governo de Cristina Kirchner.

"O acompanhamento geral ao projeto do Executivo só tem uma justificativa sustentável, a recuperação do controle dos recursos energéticos como o gás e o petróleo, mas isso é só o primeiro passo", disse Naidenoff. Segundo ele, a soberania da energia do país não resolve a crise energética sem uma política clara que ofereça "previsibilidade e seguridade jurídica para os investimentos no setor".

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