Senado argentino aprova lei que atende exigência do FMI

Atendendo a uma demanda do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Senado argentino aprovou uma lei que dá ao governo 180 dias para eliminar uma série de isenções fiscais para uma variadade de setores industriais. A lei obteve a maioria necessária de dois terços do Senado e agora será enviada de volta à Câmara dos Deputados, que havia se recusado a conceder ao governo o poder para eliminar tais isenções. Espera-se que a matéria seja debatida na Câmara amanhã.As isenções fiscais - conhecidas como Plano de Competitividade - foram introduzidas em 2001 pelo ex-ministro da Economia, Domingo Cavallo, numa tentativa de ajudar as indústrias que estavam sofrendo com os efeitos do câmbio fixo. Mas com o peso agora valendo 3,155 por dólar, após uma desvalorização de 70% no ano passado, o FMI e o governo disseram que o Plano de Competitividade era um desperdício de dinheiro.O fim das isenções fiscais é visto como um passo necessário para que a Argentina consiga cumprir a meta de superávit primário de 2,5% do PIB este ano, que faz parte do acordo para rolagem da dívida assinado com o FMI no mês passado.

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