Senado da Bolívia aprova 41 contratos petrolíferos

O Senado da Bolívia, controlado pela oposição, aprovou na madrugada desta sexta-feira, 30, 41 dos 44 contratos petrolíferos assinados em outubro com 12 multinacionais, e deixou os três restantes para a próxima terça-feira, informaram fontes do Parlamento.O senador Oscar Ortiz, da aliança opositora Poder Democrático eSocial (Podemos, direita), detalhou que os 41 convênios foramaprovados por volta das 4h (5h de Brasília) através do mesmo númerode leis.Ao decidir realizar este trâmite, a oposição descartou um projetode lei única de emendas apresentado pelo partido do presidenteboliviano, Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), e que játinha sido aprovado na Câmara dos Deputados, controlado pelas forçasdo governo.Agora, os deputados terão que debater e ratificar as 44 leis doSenado para que os contratos com as petrolíferas possam entrar emvigor.Os contratos já tinham sido ratificados em novembro em sessõesconflituosas nas duas Câmaras, mas com graves erros cometidos pelogoverno de Morales em sua tramitação.Tinham sido enviados ao Congresso documentos diferentes aosassinados pelas multinacionais, entre elas a hispano-argentinaRepsol YPF, a Petrobras, a franco-belga Total e a British Petroleum,e havia erros nos nomes das empresas e na localização exata dasJazidas.O escândalo motivado por estes erros, embora a princípio opresidente Morales tenha tentado retirar sua importância, custou ocargo na semana passada do presidente da empresa estatal YacimientosPetrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Manuel Morales Olivera.A oposição afirma que no processo de ratificação de novembro nãosó houve erros mas também crimes, embora tenha anunciado que nãobloquearia os contratos.Dos acordos ratificados, 37 se referem à exploração dehidrocarbonetos, entre eles os assinados por Petrobras, Repsol YPF eTotal, as maiores petrolíferas que operam na Bolívia.Os outros quatro aprovados são de prospecção, assim como os trêsque faltam, adiados porque a oposição "tem dúvidas" sobreprocedimentos que devem ser verificados, afirmou Ortiz, chefe dogrupo de senadores do Podemos.Os senadores não explicaram à imprensa a que empresascorrespondem os contratos de prospecção que serão analisados pelosopositores.

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