Senado da Bolívia aprova novos contratos do setor energético

O Senado boliviano aprovou nesta sexta-feira, dia 30, uma série de contratos assinados entre companhias petrolíferas internacionais e o governo, quase um ano após o presidente Evo Morales ter nacionalizado o setor energético no país.A aprovação pela Casa dos 40 contratos revisados ocorreu com atraso, devido a discordâncias entre aliados de Morales e parlamentares da oposição sobre a redação dos documentos, os quais foram aprovados originalmente em novembro. Os novos textos dos contratos agora terão de ser aprovados pela Câmara dos Deputados. "Achamos que esta redação final dos contratos será aprovada e entrará em vigor na próxima semana", disse Carlos D´Arlach, presidente da comissão de energia do Senado e membro do partido de oposição. O impasse sobre os termos dos contratos, que foram assinados com dez companhias que operam na Bolívia, levou a uma investigação parlamentar e à renúncia do presidente da estatal de energia boliviana YPFB. As empresas estrangeiras - que incluem a Petrobras, a espanhola Repsol YPF e a francesa Total - assinaram os novos contratos em outubro, atendendo os termos da nacionalização anunciada por Morales em 2006. Os novos contratos tornam as companhias de energia fornecedoras de serviços para a YPFB, que assumirá o controle da produção, distribuição e exportação de petróleo e gás natural. O lucro destas empresas fica limitado a um máximo de 50% do valor da produção. Quatro contratos, relativos à exploração, ainda têm que ser aprovados pelo Senado.

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