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Senado dos EUA anuncia acordo para pacote econômico

Pacote de estímulo econômico do governo George W. Bush tem por objetivo evitar que o país entre em recessão

RENATO MARTINS, Agencia Estado

07 de fevereiro de 2008 | 18h06

Senadores democratas e republicanos chegaram a um acordo nesta quinta-feira, 7, sobre o pacote de estímulo econômico do governo George W. Bush, que tem por objetivo evitar que o país entre em recessão. O plano, que já havia recebido o sinal verde na Câmara dos Representantes, deve ser votado pelo Senado nesta noite.  A principal diferença entre o pacote original e o negociado pelos senadores foi a inclusão de 20 milhões de aposentados e 250 mil veteranos com deficiência entre os beneficiados. Até o início da noite, não estava claro se essas mudanças significariam um aumento do valor total do plano, originalmente de US$ 146 bilhões.  A proposta prevê isenções tributárias para empresas (com a intenção de estimular investimentos) e abatimentos tributários para pessoas físicas. A idéia é enviar cheques de US$ 600 a US$ 1.200 para indivíduos e famílias, além de US$ 300 adicionais por criança.  Estão aptos a receber o benefício pessoas cujo salário tenha superado US$ 75 mil no ano passado e casais com ganho conjunto acima de US$ 150 mil também em 2007. Pessoas que não pagam imposto de renda, mas recebam ao menos US$ 3 mil/ano, terão direito a cheques de US$ 300.  Pressionados por deputados do próprio partido, como a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, senadores democratas desistiram da idéia de incluir pessoas desempregadas no plano. Na quarta-feira, os republicanos conseguiram derrubar uma proposta do Comitê de Finanças do Senado que, segundo algumas estimativas, poderia elevar o valor total do pacote a US$ 205 bilhões.  "A melhor coisa para nós é declarar a grande vitória que atingimos, ao estender os cheques para aposentados e veteranos", comentou o presidente do Comitê de Finanças, Max Baucus (democrata eleito por Montana). Ele era o principal responsável pela proposta que incluía os desempregados.  Sinais econômicos Mais cedo, em depoimento ao Comitê de Recursos da Câmara, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse que estender o benefício de auxílio-desemprego enviaria o "sinal errado" aos mercados financeiros. Segundo os dados mais recentes, a taxa de desemprego nos EUA está em 4,9%. Durante a última recessão, em 2001, os congressistas esperaram até que essa taxa alcançasse 5,7% antes de votar uma medida para dar aos desempregados uma extensão de 13 semanas no benefício de auxílio-desemprego.  "Entendo que existem níveis diferentes de desemprego em diferentes Estados, (mas) uma taxa de desemprego em 4,9% é baixa em qualquer padrão histórico", afirmou Paulson. Ele também disse que seria um erro estender o benefício considerando aquela média. "Penso que o sinal que enviaremos ao mundo seria errado." Paulson também afirmou que a crise do setor de moradia permanece sendo o maior risco para a economia. Ele destacou que "a economia dos EUA é diversificada e resiliente (elástica), e nossos fundamentos no longo prazo são saudáveis". Contudo, observou que "não há dúvidas de que essa coisa da moradia é o maior risco para nossa economia neste momento". Ainda assim, o secretário disse acreditar que o país evitará uma recessão.

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