Senado dos EUA aprova projeto sobre uso de etanol

Iniciativa aprovada por 86 votos contra oito eleva uso do combustível para 136 bilhões de litros

Efe,

14 de dezembro de 2007 | 01h35

O Senado dos Estados Unidos aprovou na última quinta-feira um projeto que aumenta o rendimento dos combustíveis e promove um maior uso do etanol nos veículos a serem produzidos na próxima década. O projeto aumenta o uso do etanol para um total de 36 bilhões de galões (136 bilhões de litros) por ano até 2022. O número representa um aumento de sete vezes sobre o atual uso do combustível. A iniciativa foi aprovada por 86 votos contra oito. Os democratas, apesar de serem maioria no Senado, desistiram de aplicar novos impostos sobre as empresas petrolíferas. Além disso, também não conseguiram adiar a votação do projeto. Depois de aprovado pela Câmara de Representantes e promulgado pelo presidente George W. Bush, o projeto "será uma economia para os consumidores e começará a reverter a dependência do petróleo", disse Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado. A iniciativa também representa "um pequeno passo na luta contra o aquecimento global", apontou. Bush festejou a aprovação da iniciativa, lembrando que em janeiro deste ano tinha pedido ao Congresso uma redução no consumo de gasolina de 20% em 10 anos. "Parabenizamos o Senado dos EUA por seus esforços para atender ao desafio da iniciativa do presidente", disse a secretaria de imprensa da Casa Branca em comunicado. "Ao atender às preocupações da administração e avançar com um enfoque bipartidário, os senadores tomaram medidas para melhorar nossa segurança econômica e energética", acrescentou a nota. Esta é a primeira vez em 32 anos que o Congresso dos Estados Unidos intervém para aumentar a eficiência dos combustíveis em veículos. O projeto estabelece que a partir da próxima década a média de rendimento terá que ser de 35 milhas (56 quilômetros) por galão de combustível (3,78 litros). Fontes legislativas informaram que o projeto será votado pela Câmara de Representantes na próxima semana e pode ser promulgado por Bush ainda este ano.

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