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Senado dos EUA aprova prorrogação de tarifa do etanol

Extensão é parte de projeto de lei que propõe a manutenção de menores taxas de tributos implementadas durante a administração Bush

Reuters,

15 de dezembro de 2010 | 17h55

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 15, a extensão por mais um ano da tarifa sobre as importações de etanol e também dos créditos tributários do setor nos níveis atuais, apesar de críticas no país sobre a validade das medidas.

A extensão é parte de um projeto de lei maior que propõe a manutenção de menores taxas de tributos implementadas durante a administração do ex-presidente George W. Bush. O projeto tem de passar pela Câmara.

O crédito de US$ 0,45 o galão é direcionado para os distribuidores do etanol nos EUA. A taxa para importação situa-se em US$ 0,54 por galão.

A senadora Dianne Feinstein teve recusada uma emenda de última hora para estabelecer a tarifa e o crédito em US$ 0,36.

"Este voto mostra que o Senado está comprometido em desempenhar um papel fundamental no estabelecimento de políticas tributárias que estimulem investimentos em indústrias verdes, como a de etanol, para reduzir a dependência do petróleo importado, criando empregos nos Estados Unidos", afirmou Tom Buis, presidente da coalizão de produtores de etanol Growth Energy.

Além do crédito e da tarifa de etanol, o projeto amplia por um ano o crédito de US$ 0,10 por galão para pequenos produtores e revive o crédito tributário de US$ 1 por galão do biodiesel, que expirou em 2009.

O custo dos incentivos ao setor de etanol seria de US$ 7 bilhões.

Feinstein afirmou que sua emenda poderia economizar US$ 2 bilhões. Ela disse que não há necessidade de subsídios ao etanol, porque a lei de combustíveis renováveis de 2007 garante uma parcela de mercado para o setor.

Há mais de 200 unidades produtoras de etanol em 12 Estados, mas a produção está concentrada no Meio-Oeste. Quase 40% do milho produzido pelos EUA é destinado à produção do biocombustível.

A indústria brasileira de etanol, que defende o fim da tarifa de importação, afirmou anteriormente que poderia questionar a taxa na Organização Mundial de Comércio, por considerar uma barreira comercial.

(Reportagem de Tom Doggett e Charles Abbott)

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