Senado dos EUA aprova US$ 15 bi para criar empregos

O Senado dos EUA aprovou, por 70 votos a favor contra 28, um projeto de lei de US$ 15 bilhões que os congressistas acreditam que vai estimular a criação de empregos. Dezenas de republicanos ficaram do lado dos democratas na votação da medida, que requeria maioria simples para ser aprovada.

MARCÍLIO SOUZA, Agencia Estado

24 de fevereiro de 2010 | 13h23

Senadores democratas disseram esta semana que o projeto, proposto pelo líder da maioria na Casa, Harry Reid (democrata de Nevada) salvaria ou criaria 1,3 milhão de empregos. Se atingida essa previsão, o projeto representaria um impulso muito bem-vindo para a economia ainda em dificuldade dos EUA.

O ponto central do projeto é um crédito fiscal para as empresas que contratarem funcionários. Os empregadores não teriam de pagar, pelo restante deste ano, sua fatia dos impostos federais sobre a folha de pagamento para nenhum novo funcionário que tenha ficado desempregado nos últimos 60 dias. Se esse trabalhador permanecer nos quadros da empresa por um ano, o empregador receberia um crédito fiscal adicional de US$ 1 mil.

Outras medidas do projeto incluem a melhoria do acesso ao capital para as pequenas empresas, a extensão do subsídio federal atual para reparos em pontes e rodovias conduzidos pelos Estados e uma expansão modesta dos bônus federais subsidiados para ajudar os governantes locais a aumentar os recursos para projetos de infraestrutura.

Os democratas afirmam que o custo do projeto seria compensado pela redução da evasão fiscal.

A Câmara de Representantes, por sua vez, aprovou um pacote de criação de empregos muito maior em dezembro, que incluía elementos do projeto do Senado. Ontem, o líder da maioria na Câmara, Steny Hoyer, democrata de Maryland, disse que os líderes de seu partido podem simplesmente adotar a versão do Senado, mas é possível que isso enfrente oposição dos próprios congressistas democratas. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
emprego, trabalho, Senado, EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.