Senado dos EUA derruba projeto para teto da dívida

O Senado norte-americano, controlado pelo governista Partido Democrata, derrubou na noite desta sexta-feira um projeto de lei aprovado mais cedo pela Câmara dos Representantes para reduzir o déficit orçamentário e elevar o teto da dívida do governo dos Estados Unidos. O projeto foi barrado por 59 votos a 41. A rejeição dos senadores já era esperada.

Agencia Estado

29 de julho de 2011 | 21h47

Mais cedo, deputados republicanos conseguiram superar parte das disvergências internas e aprovaram o projeto de lei apresentado por seu companheiro de partido John Boehner, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. O plano recebeu 218 votos a favor e 210 contra. Nenhum democrata foi favorável à legislação e 22 republicanos rejeitaram a proposta. A vitória do Partido Republicano na Câmara, no entanto, teve vida curta.

A proposta de Boehner previa uma elevação de US$ 900 bilhões no limite de endividamento dos EUA, mas em contrapartida o governo adotaria medidas para cortar o déficit orçamentário do país em US$ 917 bilhões ao longo dos próximos 10 anos.

O aumento no teto da dívida seria suficiente para satisfazer as necessidades de financiamento do governo até fevereiro ou março do ano que vem. A partir deste período, porém, tanto a Câmara quanto o Senado precisariam chegar a um novo acordo sobre o orçamento para que o limite de endividamento fosse elevado novamente.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, defende um projeto de lei alternativo, que eleva o teto da dívida norte-americana e US$ 2,4 trilhões, ou o suficiente para suprir as demandas por financiamento até março de 2013.

Os líderes democratas planejam realizar procedimentos iniciais de votação do plano do Reid na passagem do sábado para o domingo, às 2h da manhã (de Brasília), de acordo com o senador democrata Charles Schumer. Se a votação for bem sucedida, os primeiros procedimentos da votação final poderão ocorrer na terça-feira, dia 2 de agosto, o prazo final para o aumento do limite da dívida. As informações são da Dow Jones.

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