Senado dos EUA deve votar sábado plano orçamentário

Enquanto isso, o prazo para a aprovação de um novo teto da dívida americana se esgota. A partir do dia 2 de agosto, país corre risco de calote

Agência Estado,

21 de julho de 2011 | 12h17

Enquanto o prazo para a aprovação de um novo teto da dívida americana se esgota, a guerra política entre democratas e republicanos continua sem que haja um sinal de solução no curto prazo. Na terça-feira, a Câmara aprovou um plano para o orçamento do país. Agora, o Senado deve avaliar a proposta na manhã de sábado e, mesmo que seja aprovada, já se sabe que o presidente Barack Obama vetará o acordo.

"O plano dos republicanos chamado de 'cortar, limitar e equilibrar' não tem nem uma chance em um milhão de passar no Senado", disse o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid. Já o líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell, afirmou que a votação daria para os senadores a oportunidade de seguir adiante com o apoio ao equilíbrio das contas do governo federal.

O fato é que os Estados Unidos têm um limite para a dívida de US$ 14,3 trilhões. Com as contas já no teto do endividamento, os americanos não têm mais dinheiro a partir do dia 2 de agosto. Para piorar, a discussão sobre o problema tornou-se uma guerra política entre republicanos e democratas, cujo único objetivo é a eleição presidencial de 2012.

Obama chegou a apoiar um acordo para a redução do déficit que consista, principalmente, em cortes nos gastos, incluindo programas sociais. Os republicanos, contudo, não têm cedido em sua posição de dificultar as negociações e ameaçam obrigar os EUA a declarar moratória.

Propostas. O plano aprovado na Câmara, formulado pelo partido Republicano, permitirá a elevação do teto da dívida dos EUA em US$ 2,4 trilhões, caso o Congresso concorde com um corte de gastos de US$ 111 bilhões no próximo ano; limite os gastos nos próximos anos a uma determinada porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) e aprove uma emenda à Constituição referente ao orçamento.

Já a proposta apreciada por Obama envolve o aumento de US$ 1,2 trilhão na arrecadação no esforço para cortar a dívida federal em US$ 3,7 trilhões nos próximos dez anos. Essa proposta foi negociada por um grupo de seis senadores republicanos e democratas, conhecido como "gangue dos seis".

Caso Obama não consiga consenso entre os políticos, a alternativa é a proposta negociada pelos senadores Mitch McConnell, líder da minoria republicana, e Harry Reid, líder da maioria democrata. Nesse acordo, a dívida teria um aumento de US$ 2,5 trilhões em 2012, com cortes de despesas públicas de apenas US$ 1,5 trilhão nos próximos dez anos.

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