Senado dos EUA quer fim de Fannie Mae e Freddie Mac

O Senado dos EUA revelou os primeiros detalhes de um projeto de lei bipartidário para eliminar as agências Fannie Mae e Freddie Mac. O objetivo é trocá-las por um novo sistema no qual o governo continuaria a desempenhar um papel significativo nas hipotecas norte-americanas, mas que contaria com a participação de uma série de entidades do setor privado. O projeto foi apresentado pelos chefes do Comitê Bancário do Senado, os senadores Tim Johnson e Mike Crapo.

AE, Agencia Estado

16 de março de 2014 | 21h48

Atualmente, as duas agências não fornecem empréstimos. Em vez disso, elas compram dívidas de instituições financeiras e as transformam em ativos para revenderem aos investidores, além de garantirem o crédito em caso de calote. As duas companhias foram estatizadas em 2008, quando se aproximaram da falência.

A medida do Senado é notável porque representa uma rara pressão bipartidária para alterar as duas agências, que são um dos poucos legados ainda mal resolvidos da crise financeira de 2008.

No entanto, os próximos meses serão incertos. Não está claro se o líder da maioria do Senado, Harry Reid, levará o projeto à votação antes das eleições de novembro. Mesmo com a aprovação do Senado, é provável que haja resistência na Câmara dos Representantes, onde os republicanos tentaram avançar uma outra medida, sem apoio dos democratas, para reduzir drasticamente as garantias diretas do governo às hipotecas.

O projeto prevê estabelecer o novo sistema dentro de cinco anos, mas também oferece a possibilidade de uma série de extensões, o que possibilita que Fannie Mae e Freddie Mac continuem operando por até mais uma década. Fonte: Dow Jones Newswires.

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