Senado dos EUA rejeita restringir crédito para o FMI

O Senado dos EUA rejeitou uma emenda de legisladores republicanos que restringiria a capacidade do Fundo Monetário Internacional (FMI) de usar os recursos do país para socorrer países estrangeiros, incluindo a Grécia. A medida foi rejeitada por 55 votos contrários ante 44 favoráveis. Para ser aprovada, a emenda precisava de 66 votos afirmativos.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

29 de junho de 2011 | 13h44

Conduzida pelo senador republicano Jim DeMint, a emenda teria rescindido o acordo fechado entre os EUA e o FMI em 2009, que dava à instituição US$ 108 bilhões em garantias de empréstimo.

A proposta republicana não teria permitido que os EUA pegassem de volta os US$ 8 bilhões que já foram enviados ao FMI, mas teria indicado ao representante norte-americano na instituição que ele já não poderia apoiar o uso pelo Fundo de até US$ 100 bilhões em crédito do país para apoiar socorros de nações estrangeiras. O FMI tem acesso a linhas de crédito de outros países, mas perder o acesso a alguns fundos dos EUA poderia ter complicado as tentativas da instituição para estabilizar a crise de dívida soberana na Europa.

"Não há desculpa para nós doarmos dinheiro ao redor do mundo, quando nem sequer podemos manter nossas promessas aqui na América hoje, as promessas que fizemos aos nossos idosos, promessas que fizemos aos nossos veteranos", afirmou DeMint no plenário do Senado antes da votação. As informações são da Dow Jones.

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