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Senado e Argentina agitarão os mercados hoje

Hoje será um dia bastante agitado nos mercados financeiros devido à crise política no Legislativo e à instabilidade econômica na Argentina. Às 14h30, os olhares estarão voltados para a Comissão de Ética do Senado, onde ocorrerá a acareação dos Senadores Antônio Carlos e José Roberto Arruda, assim como Regina Borges, diretora do Prodasen, o serviço de processamento de dados do Senado, sobre o escândalo de violação do painel de votação durante a sessão de cassação do ex-Senador Luis Estêvão. A oposição, que afirma ter o número de assinaturas necessário para pedir a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no Executivo federal, também avalia o resultado da acareação. O pedido da CPI seria feito no dia 9, para haver tempo de organizar manifestações de apoio e avaliar a ação política. Além disso, o Senador Jader Barbalho autorizou o Supremo Tribunal Federal a processá-lo por quaisquer denúncias que sejam feitas contra ele. O fato é que mesmo que a Argentina ocupe o centro das preocupações dos investidores, os desdobramentos da crise política - que é muito grave - podem causar grandes estragos se saírem do controle.Argentina voltou a preocupar os mercadosHoje o governo argentino divulga os detalhes do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), celebrado no final de semana. O mercado aprovou o perdão pelo descumprimento das metas e adiantamento de recursos do pacote de ajuda financeira liberado no final do ano passado. Porém, ainda restam dúvidas sobre a capacidade de recuperação da economia do país nas atuais circunstâncias, depois de 34 meses de recessão, especialmente considerando-se a sobrevalorização do peso, que reduz a competitividade dos produtos argentinos. O que os investidores não vêem são medidas concretas que levem a uma solução da frágil situação econômica, apenas uma postergação de um colapso. Nesse sentido, os bancos estrangeiros podem ficar relutantes em aceitar uma renegociação da dívida de curto prazo, conforme os esforços atuais. Os resultados só devem sair em algumas semanas, mas envolvem prejuízos para as instituições financeiras, que dariam um desconto para que o país recupere a capacidade de pagamento. Se não houver acordo, o governo pode decretar uma moratória unilateralmente.Por fim, o governo deve começar a enfrentar a resistência da sociedade à crise e ao pacote de elevação de tributos. Oposição, jornais e sindicatos se posicionam contra a aprovação da inclusão do euro no mecanismo de cálculo da cotação do peso, enviada ao Congresso há duas semanas. O mercado não atribuiu grande importância a essa medida, pois ela só entraria em vigor quando a cotação da moeda européia estiver equiparada ao dólar, o que pode demorar anos. Mas uma resistência bem organizada e eficiente ao governo traria preocupação ainda maior do que a atual aos investidores.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

03 de maio de 2001 | 08h12

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