Senado resiste a Badin no Cade

A um mês da troca de quatro dos sete integrantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), incluindo a presidente, Elizabeth Farina, a indicação do advogado Arthur Badin para ocupar o cargo máximo do órgão corre risco de rejeição no Senado. Nos últimos dias, após a oficialização do nome pelo governo federal, parlamentares da base aliada do governo identificaram no Legislativo uma forte resistência ao advogado, que atualmente é procurador-geral do conselho.Para complicar o cenário, o governo também indicou para uma das outras três vagas no Cade o filho do atual presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o advogado Olavo Chinaglia. Embora já tenha alguma experiência na defesa da concorrência, seja sócio de um escritório de advocacia e tenha concluído há pouco um doutorado sobre o tema pela Universidade de São Paulo (USP), os senadores não devem poupar a relação de parentesco durante a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que votará as indicações. Para as outras duas vagas, o governo sugeriu Carlos Ragazzo, hoje técnico da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), e Vinícius Carvalho, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Nos bastidores do Senado, o comentário é que Badin é um nome "fraco" para presidir o conselho que dá a palavra final sobre milionárias fusões e investigações de condutas empresariais. Os senadores não vêem com bons olhos o fato de Badin não ter mestrado ou doutorado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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