Senadora ataca concentração no mercado de fertilizantes

Depende de vontade política reduzir a concentração das indústrias no mercado de fertilizantes e defensivos, disse hoje a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). De acordo com ela, apenas seis empresas concentram 70% do mercado de defensivos e três grupos de fertilizantes detêm mais de 95% do mercado de matérias-primas. Para ressaltar o peso desses insumos nos custos do setor agrícola, ela lembrou que os defensivos representam 50% do que é gasto na produção de um hectare de algodão. A senadora e a equipe da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elaboraram um estudo que enumera os principais gargalos que impedem o desenvolvimento da agropecuária brasileira. O estudo foi apresentado a um grupo de senadores. O objetivo é buscar apoio suprapartidário para votação de projetos que beneficiem o setor agrícola. Outro fator que onera a atividade produtiva é o atraso do Brasil em relação à biotecnologia. Para a senadora, é necessário fortalecer a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para dar aos cientistas respaldo jurídico que permita decisões técnicas, protegidas das pressões ideológicas. "As variedades de milho que aprovamos há pouco já são cultivadas nos Estados Unidos há uma década. Precisamos acabar com a incoerência. Se alguém é contra defensivos não pode ser contra o uso de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados), que significam a redução do uso de agroquímicos", disse.

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