Senadores apóiam protesto de sindicalistas em Brasília

Uma frente partidária, integrada pelo PFL, PSDB, PDT e PPS, reforçou, nesta quarta-feira, o movimento das entidades sindicais em favor da manutenção do pagamento da contribuição assistencial de empregados não sindicalizados, extinto por meio da portaria 160 do governo federal. Sindicalistas de três sindicatos e de 10 confederações estão mobilizados no Senado contra a mesma portaria. Segundo o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, a proposta é inviável pois vai "quebrar" todos os sindicatos do País em menos de três meses. A pressão dos sindicalistas e dos políticos, tanto de oposição quanto do governo, é no sentido de o Senado aprovar o mais rapidamente o decreto legislativo, apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), revogando a portaria. "Vamos votar a favor da proposta de revogação", disse o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), classificando de autoritária a medida governamental. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), seguiu na mesma linha, e ressaltou que o governo teria feito um ato precipitado. "Por isso todos os partidos políticos estão aqui, inclusive do PT", afirmou. "Não está em jogo se somos aliados do governo ou da oposição", completou. Depois de se reunirem com sindicalistas da Força Sindical e da CGT os parlamentares foram até a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a fim de pedir pressa na votação do decreto legislativo apresentado por Paulo Paim. Paulinho afirmou ter obtido a promessa do presidente da CCJ, senador Edison Lobão (PFL-MA), de que a proposta será o primeiro item de votação na reunião da próxima quarta-feira. O relator será o senador José Jorge (PFL-PR). Às 14 horas os sindicalistas serão recebidos pelos presidente do Senado, José Sarney.

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