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Sentimento entre os grandes empresários piora no Japão

O sentimento entre os grandes empresários industriais do Japão se deteriorou, segundo a pesquisa Tankan do Banco do Japão (BOJ, o banco central japonês) de dezembro. A piora, no entanto, não foi tão grande quanto se esperava, dadas as pressões da valorização do iene e do enfraquecimento das economias globais.

HÉLIO BARBOZA, Agencia Estado

15 de dezembro de 2010 | 08h55

A pesquisa trimestral, que é examinada com atenção pelo BOJ na formulação da política monetária, também mostrou que as firmas estão mais agressivas em seus investimentos neste ano fiscal, uma vez que existe a expectativa de uma recuperação dos lucros. O índice de difusão para grandes indústrias, principal indicador da pesquisa, caiu de 8 em setembro para 5 em dezembro, a primeira baixa desde março de 2009, que se seguiu à crise financeira global.

Mas o número também foi um pouco melhor que o esperado. Economistas haviam previsto que o índice cairia para 3. O dado representa o porcentual de companhias que dizem que o ambiente de negócios é bom, menos o das que dizem que o ambiente é ruim. O sentimento entre as grandes empresas não industriais também recuou ligeiramente em dezembro, para 1, comparado à leitura de 2 no levantamento de setembro. A previsão dos economistas era ainda pior, de zero.

O fato de haver mais companhias relatando que as condições estão boas do que as que dizem que as condições estão ruins pode ajudar a dissipar a noção de que o empresariado japonês está atormentado com as preocupações sobre a desaceleração da economia no trimestre de outubro a dezembro, quando o consumo doméstico foi contido pelo encerramento dos incentivos oficiais para a compra de alguns produtos, como carros menos poluentes.

Outro sinal positivo da pesquisa foi a revisão para cima dos planos de investimento das grandes empresas. O dado, que agrega as grandes companhias industriais e as não industriais, aponta uma elevação dos investimentos de 2,9% no ano fiscal que começou em abril. O porcentual ficou acima dos 2,6% previstos pelos economistas e dos 2,4% apurados na pesquisa de três meses atrás.

O levantamento mostrou ainda que as grandes companhias esperam um aumento dos lucros neste ano fiscal. As grandes indústrias preveem um ganho de 57,8%, depois de uma queda de 3,7% verificada no ano fiscal anterior. As grandes empresas não industriais esperam crescimento de 17,1%, após um recuo de 7,7%. As últimas previsões de lucros se baseiam em um dólar médio de 86,47 ienes neste ano fiscal, comparado a 89,66 ienes da pesquisa de setembro. Segundo o banco central, a última previsão é a mais alta projeção média já registrada para o iene. As informações são da Dow Jones.

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