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S&P: Brasil não está imune à desaceleração dos EUA

O Brasil está em melhor posição para enfrentar o tremor atual nos mercados financeiros, mas não está imune a ele e à conseqüente desaceleração das economias global e dos Estados Unidos. Os efeitos devem ser sentidos, por exemplo, pela conta corrente e pela desaceleração de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs). Por isso, em face de um ambiente global menos favorável, o governo precisa evitar complacência no gerenciamento das políticas fiscal e monetária. As ponderações são da diretora de rating soberano da agência de classificação de risco Standard and Poor''s, Lisa Schineller."Em 2008, o País deverá registrar US$ 2,5 bilhões em déficit de conta corrente, ante um superávit projetado em torno de US$ 9 bilhões neste ano", estimou a analista após apresentação para investidores em Nova York. A razão, diz Schineller, é que o País continuará com importações elevadas, enquanto deve experimentar redução das exportações em função da desaceleração global.O rating do Brasil continua positivo, o que significa que uma elevação da nota para o nível "grau de investimento" é possível num período que vai de seis meses a um ano. "No entanto, em face da desaceleração do crescimento global é natural que haja menor liquidez. Assim, é importante ver o que governo vai fazer em face de um fluxo menor (de capital externo)", destaca a analista. "Por exemplo, não esperamos que o Brasil veja 50 IPOs no próximo ano", avisa, ao ponderar que o ''boom'' de IPOs visto atualmente deriva da combinação de fundamentos do País e da liquidez global.Também pela esperada redução nos fluxos para o País, em função do ambiente externo, a analista destaca a importância do gerenciamento prudente da política fiscal, reduzindo rigidez orçamentária e também a carga tributária, e da política monetária no próximo ano, com independência de operação do BC como tem sido até agora. "É a combinação de políticas prudentes e de inflação baixa que fornece os fundamentos que o Brasil tem", avaliou em evento promovido pela Camara de Comércio Brasil-EUA. "A complacência tem de ser evitada".A S&P estima em 40% a probabilidade de recessão da economia norte-americana no próximo ano. "Vemos desaceleração, mas os EUA devem evitar a recessão", acredita.

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