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S&P: Brasil pode receber 'grau de investimento' em 2008

A diretora de rating soberano da agência de classificação de risco Standard & Poor''s, Lisa Schineller, afirmou hoje que o Brasil pode receber o "grau de investimento" em 2008. Foi a indicação mais firme até o momento de que a S&P pode conceder tal nota (rating) ao País este ano. "O Brasil tem a perspectiva (avaliação) positiva e pode receber o grau de investimento este ano", frisou.A classificação de risco é uma ferramenta usada pelos investidores estrangeiros na hora de decidir em que país irão colocar suas aplicações. Ela reflete o risco que um país tem de não honrar o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, menor é o risco e, portanto, maior é a capacidade do país de atrair investimentos.A partir de um determinado patamar de classificação de risco o país é considerado "grau de investimento". Ou seja, o risco de calote é muito baixo. Muitos fundos de investimento estrangeiro direcionam recursos apenas para países que têm esta classificação. Atualmente, o Brasil está apenas uma nota abaixo do grau de investimento.FatoresDe acordo com Lisa, um conjunto de fatores pode tornar viável que o País se torne "grau de investimento" este ano, pois seriam necessários "sinais que mostrem que a economia do País continua robusta". Além de manter a inflação sob controle, o que dá segurança aos agentes econômicos de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continuará dentro do centro da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ela reforçou a importância de o governo cumprir o objetivo de obter um superávit primário (ou seja, o quanto o governo arrecada a mais do que gasta), de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), como manifestou o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.Outro elemento importante para que o Brasil conquiste o grau de investimento este ano é dar continuidade à boa velocidade de expansão do PIB. A Standard & Poor''s projeta que a economia cresceu 5,25% em 2007 e deve registrar um avanço de 4,5% em 2008. Para Lisa, se o País atingir um patamar de crescimento como o estimado pela S&P para este ano será uma boa marca. Tal avaliação positiva é realizada porque o Brasil confirmaria que tem uma economia resiliente, em um ano marcado pela forte desaceleração do nível de atividade americano, que pode inclusive levar os EUA a uma recessão este semestre.A manutenção da velocidade de expansão do PIB, além de ser importante para elevar a renda e geração de empregos no País, também é importante para dar continuidade no ritmo de queda da dívida pública em relação ao PIB, um dos principais fatores que chamam a atenção das agências de classificação de risco, pois indica qual é o ritmo de evolução da capacidade de pagamento de tal passivo por um país. Em 2007, a dívida pública interna atingiu 42,8%, bem acima do patamar de 20% do PIB, em média, dos países que receberam a nota de "grau de investimento" da Standard & Poor''s.Cenário externoPara Lisa, o País pode chegar ao status de "grau de investimento" este ano mesmo em meio à crise externa. "Nós não retiramos a perspectiva positiva do Brasil apesar das incertezas globais porque vemos que os fundamentos do País estão mais fortes do que passado", frisou.

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