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S&P diz não ver melhora na situação econômica do Brasil

Para a agência de classificação de risco, os indicadores do País não pararam de piorar, nem apresentam tendência de estabilização

Daniela Amorim, Idiana Tomazelli e Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2015 | 02h06

Primeira agência de classificação de risco a retirar do Brasil o grau de investimento, uma espécie de selo de bom pagador, a Standard & Poor's (S&P) avalia que os indicadores econômicos do País ainda não pararam de piorar, nem apresentam tendência de estabilização no curto prazo. Alguns deles nem estão sendo corrigidos, na visão da agência, que mantém perspectiva negativa para a nota de risco do Brasil por essas razões. Não há prazo para reavaliação do rating, que pode ocorrer a qualquer momento.

A deterioração dos números da economia brasileira foi um dos fatores que levaram ao rebaixamento da nota de crédito soberana em setembro deste ano, de BBB- para BB+, ao lado das incertezas políticas. "Não existe hoje uma visão do ponto de vista da S&P de que isso (deterioração) vá ser modificado no curto prazo, por isso o negativo", disse a presidente da S&P no Brasil, Regina Nunes.

"A gente não vê a estabilização dos vetores que trouxeram o Brasil para o grau especulativo", afirmou Regina durante o seminário "Reavaliação do Risco Brasil", promovido pelo Centro de Economia Mundial da FGV, no Rio.

Na análise de Regina, mais grave que a perda do selo de bom pagador foi o Brasil ter mantido a perspectiva negativa, que indica a possibilidade de um novo rebaixamento. Tal decisão tem a ver com a contínua piora de indicadores e a falta de medidas que corrijam as distorções. Um dos pontos mencionados na apresentação foi a ausência de uma dinâmica de dívida estável, com previsibilidade de custo e alongamento de prazos. Regina mencionou a necessidade de o País levar à frente reformas como a tributária e a trabalhista para retomar o caminho do crescimento sustentável e entrar em um círculo virtuoso.

Incertezas. Para a presidente da S&P no Brasil, o fechamento deste ano será determinante para 2016 e 2017, mas ainda há pontos incertos diante do quadro de instabilidade política e econômica. "2015 ainda tem tempo de mudar, para pior e para melhor", disse ela.

Questionada sobre recentes vitórias do governo no Congresso, como a manutenção do veto ao reajuste dos servidores do Judiciário, e sobre a hipótese de haver uma capitalização da Petrobrás pelo governo por meio de um instrumento híbrido de capital e dívida, Regina preferiu não comentar.

 

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