S&P diz que Brasil precisa cumprir metas fiscais para recuperar confiança

Após rebaixar o rating do Brasil a BBB- no ano passado, a S&P está prestando mais atenção às métricas fiscais e de dívida do país do que no passado, disse a presidente da agência

Reuters e Agência Estado

12 de março de 2015 | 12h57

O Brasil tem que cumprir suas metas de superávit fiscal neste ano para recuperar a confiança dos investidores, disse nesta quinta-feira, 12, a presidente da Standard & Poor's no Brasil, Regina Nunes. Após rebaixar o Brasil a "BBB-", perto do grau especulativo, no ano passado, a S&P está prestando mais atenção às métricas fiscais e de dívida do país do que no passado, disse Regina em seminário.

A S&P atualmente atribui perspectiva estável à classificação de risco do Brasil, o que significa que não se espera mudança no curto prazo.

Regina traçou um cenário relativamente positivo em relação à economia brasileira ao falar para uma plateia formada por empresários e representantes do mercado financeiro que participam de evento do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), em São Paulo. A executiva destacou que o governo mudou e que agora tem uma equipe econômica forte e conhecida.

A executiva reiterou que o rating de um país sempre vai refletir a sua capacidade de honrar as suas dívidas e avaliou que a economia brasileira passou a produzir indicadores negativos e que medidas contracíclicas passaram a não funcionar, mas ressaltou que os sinais emitidos pela nova equipe econômica, demonstrando comprometimento com uma política fiscal ortodoxa, sobretudo, são positivos. 

"Em 2013 o governo disse para a S&P que não haveria meta fiscal para o ano seguinte e que faria de tudo para recuperar o crescimento", lembrou Regina, acrescentando que, agora, as coisas mudaram com a formação de "uma equipe econômica forte, capacitada e que todos conhecem", disse.

Para Regina Nunes, é preciso reforçar que, além de a equipe econômica ser forte ela faz parte de um governo eleito democraticamente. Segundo ela, há uma insatisfação com o governo porque a inflação está alta, mas que o governo está no caminho certo. A liberação de aumentos de preços de tarifas públicas e combustíveis, antes represados, pressiona a inflação, mas faz parte de um processo que vai levar a uma melhora mais à frente. "É melhor que se distribua o custo de um ajuste econômico com a sociedade do que este custo ficar concentrado no governo", disse.

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