S&P eleva classificação de risco de longo prazo do Brasil

Compromisso do governo Dilma com metas fiscais motivou a melhora da nota brasileira de BBB- para BBB

Regina Cardeal, da Agência Estado,

17 de novembro de 2011 | 17h09

A agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou o rating soberano (nota) de longo prazo em moeda estrangeira de Brasil de BBB- para BBB, com perspectiva estável. Segundo comunicado da S&P, o governo Dilma Rousseff demonstrou seu compromisso em cumprir as metas fiscais, ampliando assim o escopo para usar instrumentos monetários para influenciar a economia doméstica.

"Esperamos que o governo persiga políticas monetária e fiscal cautelosas que, combinadas com a resiliência do crescimento econômico do país, devem moderar o impacto de potenciais choques externos e sustentar as perspectivas de crescimento de longo prazo", destaca a agência.

Assim como o rating BBB-, a classificação BBB significa "qualidade de crédito boa" e ambas são ratings considerados "grau de investimento". Contudo, BBB é uma nota apenas abaixo do A, que é considerado "qualidade de crédito alta".

Os ratings são importantes na hora de atrair recursos de investidores estrangeiros. Isso porque muitos deles escolhem seus ativos em função da classificação de risco emitida pelas agências.

Foi após a crise financeira de 2008, quando diversos bancos e instituições financeiras respeitadas dos Estados Unidos quebraram, que elas entraram no foco de interesse das autoridades e da sociedade em geral. As classificações são a opinião da agência sobre a capacidade do emissor desses títulos de honrar seus compromissos com os investidores.

Como se trata de uma opinião, a credibilidade da nota depende em igual proporção à credibilidade da própria agência. Quanto mais respeitada for, mais considerados serão os ratings concedidos por ela. Moody´s, Standard&Poor´s e Fitch, todas norte-americanas, estão entre as mais importantes.

Grau de investimento

Aqui no Brasil, após muitos anos pagando com juros altos os calotes dados na década de 80, o País recebeu, em 2008, o grau de investimento da S&P, ou seja, seus papéis passaram a ser recomendados como seguros em termos de qualidade de crédito. A Fitch e a Moody´s seguiram a decisão e concederam o upgrade no rating brasileiro em 2008 e 2009, respectivamente.

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