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S&P eleva perspectiva do rating do Brasil

Agência de classificação de risco também manteve a nota em moeda estrangeira de longo prazo do País em BBB- e a moeda local em BBB+

, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

NOVA YORK

A agência de classificação de risco Standard & Poor"s anunciou ontem a revisão de sua perspectiva para o rating de crédito soberano de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil de estável para positiva. A perspectiva para o rating de crédito soberano de longo prazo em moeda local foi mantida como estável.

A S& P afirmou, no comunicado, que manteve o ratings em moeda estrangeira de longo prazo do País em BBB- e o rating de longo em moeda local em BBB+, classificação considerada como "grau de investimento".

Segundo Sebastian Briozzo, analista da S&P, "a diversificada estrutura econômica do Brasil, o crescimento da classe média e o potencial de alta das exportações deverão dar suporte para crescimento do PIB e da liquidez externa nos próximos três a cinco anos".

O consenso político favorável a políticas fiscais e monetárias prudentes provavelmente conterá o risco de perturbações econômicas que podem surgir dos choques potenciais. As recentes medidas para limitar as pressões inflacionárias de curto prazo demonstram o compromisso do governo brasileiro para conter os riscos macroeconômicos, ressalta Briozzo.

A limitada flexibilidade fiscal do Brasil e as elevadas taxas de juro domésticas vão exigir que o governo continue fortemente comprometido como uma abordagem econômica prudente, afirma a S&P. "A perspectiva positiva reflete a probabilidade cada vez maior de que os pilares que sustentam a estabilidade macroeconômica do Brasil vão continuar a se fortalecer nos próximos anos, gradualmente reduzindo as restrições fiscais e a vulnerabilidade soberana aos choques externos", diz a nota.

Em contrapartida, alerta a S&P, o fracasso em conter a inflação em níveis que mantenham a credibilidade da política de meta da inflação do Banco Central, combinada com uma política fiscal mais frouxa e o recurso potencialmente maior a empréstimos dos bancos do governo podem paralisar a recente melhora nos pilares macroeconômicos do Brasil e adicionar pressão de baixa sobre o rating. / DOW JONES NEWSWIRES

Ferramenta

A classificação de risco é uma ferramenta usada pelo investidor para decidir em que país vai colocar as aplicações. Reflete o risco que um país tem de não honrar o pagamento de seus títulos.

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