ALEJANDRO PAGNI / AFP
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S&P eleva rating da Argentina, mas com perspectiva negativa

Agência de classificação de risco havia rebaixado a nota no último dia 20, após o governo ter estendido para 2020 um pagamento previsto para 19 de dezembro; elevação da nota ocorre porque o governo argentino realizou dois leilões de dívida

Iander Porcella, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2019 | 17h01

A agência de classificação de risco S&P elevou o rating da Argentina de default seletivo (SD) para CC, dez dias depois de tê-lo rebaixado, mas indicou perspectiva negativa. Segundo a agência de classificação de risco, o governo de Alberto Fernández "continua a trabalhar em uma estratégia geral de gerenciamento da dívida, embora ainda não tenha anunciado um plano para uma reestruturação imediata".

Em 20 de dezembro, a S&P havia rebaixado o rating da Argentina de CC para default seletivo (SD), após o governo do país ter estendido para 2020 um pagamento previsto para 19 de dezembro de notas de curto prazo do Tesouro em dólar (Letes). De acordo com os critérios da S&P, a extensão dos vencimentos constituiu um default.

A agência afirma, no entanto, que elevação do rating ocorre porque o governo argentino realizou dois leilões de dívida denominadas em peso em 20 e 26 de dezembro, no valor de 18,846 bilhões de pesos argentinos, e pagou o Bopomo, um bônus emitido localmente no total de 24,3 bilhões de pesos.

A perspectiva negativa, segundo a S&P, reflete "riscos negativos sobre o pagamento integral da dívida de acordo com nossos critérios nos próximos meses, em meio à dinâmica estressada do mercado econômico e financeiro".

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