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S&P elogia ciclo de alta do juro iniciado pelo BC

A inflação subiu para 4,7% em março não só por causa das pressões globais dos preços de energia e alimentos, mas também por causa da demanda doméstica robusta, disse a diretora para ratings (notas de risco de crédito) soberanos da agência Standard & Poor''s (S&P), Lisa Schineller. A S&P elevou hoje a nota do Brasil para grau de investimento. "Em contraste com pressões inflacionárias incontroladas em outros soberanos com ratings mais baixos, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de aperto em 16 de abril de 2008, para garantir que os benefícios duramente conquistados associados com a baixa inflação serão mantidos", afirmou a analista em comunicado.A política fiscal e seus indicadores são as principais fragilidades de crédito do Brasil, prossegue o comunicado da S&P. A dívida líquida geral do governo ficou em 47% do PIB (incluindo 7% do PIB nas operações de recompra do banco central) no fim de 2007, acima dos níveis para ratings de crédito semelhantes e acima de 20% do PIB para a média dos ratings BBB da agência. Os resultados fiscais até março de 2008 sugerem que o governo está posicionado para acomodar a falta da receita da CPMF e gerou um superávit primário do setor público não financeiro de 3,8% do PIB - consistente com o histórico de 10 anos de cumprimento das metas primárias, diz o comunicado. Lisa Schineller disse no comunicado que a perspectiva estável equilibra o elevado nível da dívida do governo do Brasil contra o amadurecimento das perspectivas econômicas e baixo endividamento líquido externo e que a melhora da qualidade de crédito deve se seguir a partir de um declínio mais pronunciado da dívida do governo e dos desequilíbrios fiscais. "Passos de política para reduzir o nível do, e a rigidez no, atual gasto do governo, ou ambos, devem fortalecer a posição fiscal do Brasil e facilitar um declínio maior na taxa de juro, com implicações positivas para o investimento e crescimento e um declínio mais rápido nos encargos da dívida do país", disse Schineller. "A passagem da reforma tributária ou de seguridade social, que a S&P não espera dentro do horizonte de rating, seria um choque positivo para a confiança e contribuiria para fortalecer a qualidade de crédito".Lisa prossegue que "se o comprometimento deste ou do futuro governo enfraquecer, se ocorrerem reveses de política para o clima de investimento, ou se o governo falhar em responder adequadamente a choques não previstos, os ratings poderão ficar sob pressão".

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